- Publicidade -

Banco Central corta Selic para 14,75% e interrompe ciclo de alta

​Em decisão unânime, Copom reduz juros básicos da economia em 0,25 ponto; conflitos no Oriente Médio mantêm autoridade monetária em alerta
- Publicidade -
Copom taxa Selic juros moeda dinheiro
Embora a inflação de fevereiro tenha acelerado para 0,7%, impulsionada pela educação, o acumulado de 12 meses caiu para 3,81%. É a primeira vez que o indicador fica abaixo de 4% desde maio de 2024. Foto: Internet/Reprodução

O Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central reduziu a Taxa Selic em 0,25 ponto percentual, fixando os juros básicos em 14,75% ao ano. A decisão, tomada por unanimidade nesta quarta-feira, interrompe um ciclo de elevações que levava a taxa aos 15% desde o segundo semestre do ano passado. O movimento já era antecipado por analistas do setor financeiro.

​Apesar do corte, o tom do BC é de vigilância. O comunicado oficial destaca que o cenário geopolítico global, especialmente o conflito no Oriente Médio, adiciona incertezas que exigem cautela nas próximas reuniões.

​”O Comitê reafirma serenidade e cautela na condução da política monetária, de forma que os passos futuros do processo de calibração da taxa básica de juros possam incorporar novas informações que aumentem a clareza sobre a profundidade e a extensão dos conflitos no Oriente Médio, assim como seus efeitos diretos e indiretos sobre o nível de preços ao longo do tempo”, ressaltou o texto divulgado pelo Copom.

Impacto na inflação e o novo sistema de metas

A Selic é a principal ferramenta do governo para controlar o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA). Embora a inflação de fevereiro tenha acelerado para 0,7%, impulsionada pela educação, o acumulado de 12 meses caiu para 3,81%. É a primeira vez que o indicador fica abaixo de 4% desde maio de 2024.

​Este ano marca também a estreia do sistema de meta contínua. Diferente do modelo anterior, onde o resultado era fechado em dezembro, agora a inflação é apurada mês a mês com base nos 12 meses anteriores. A meta atual é de 3%, com um teto de tolerância de 4,5%.

​Mesmo com o alívio recente, o mercado financeiro está menos otimista que o governo. De acordo com o boletim Focus, a previsão é que o IPCA feche o ano em 4,1%, refletindo o impacto do dólar e da instabilidade internacional nos preços.

Crédito mais barato e estímulo ao consumo

​A redução dos juros básicos tem efeito direto no bolso do brasileiro e no caixa das empresas. Quando a Selic cai, o crédito tende a ficar mais barato, o que incentiva o consumo das famílias e a produção industrial. Por outro lado, o Banco Central precisa dosar esse estímulo para evitar que o excesso de demanda faça a inflação subir novamente.

​Atualmente, o Banco Central projeta um crescimento de 1,6% para o Produto Interno Bruto (PIB) em 2026, enquanto analistas do mercado privado preveem uma expansão ligeiramente superior, de 1,83%. O próximo Relatório de Política Monetária, previsto para o fim de março, deve trazer novas projeções sobre o comportamento do dólar e o ritmo da economia nacional.

Com informações da Agência Brasil.

Leia também: Nordeste reúne 51 vencedores em leilão bilionário de potência; AL lidera região

- Publicidade -
- Publicidade -

Mais Notícias

- Publicidade -