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AL encerra safra com queda na moagem, mas alta na produção de açúcar

Segundo Sindaçúcar-AL, adversidades climáticas reduziram produção de cana e etanol no estado nesta safra
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cana cana-de-açúcar colheita safra Nordeste NE
Moagem de cana-de-açúcar durante safra 2024/25 em Alagoas ficou abaixo do esperado pelos produtores. Foto: José Roberto Miranda/Embrapa Territorial

A safra 24/25 da cana-de-açúcar foi encerrada em Alagoas com um total de 17,4 milhões de toneladas processadas. O resultado ficou abaixo ao registrado na safra anterior, com 1,8 milhão de toneladas a menos de cana processadas. Apesar disso, a qualidade do açúcar produzido neste ciclo foi superior ao ano anterior, de acordo com levantamento Sindicato da Indústria do Açúcar e do Etanol do Estado de Alagoas (Sindaçúcar-AL).

Segundo informações do Departamento Técnico do Sindaçúcar-AL, o ciclo 2024/2025 foi iniciado na segunda quinzena de agosto do ano passado e encerrado no início de abril deste ano, com a participação de 17 unidades industriais no estado. A previsão era superar as 19,3 milhões de toneladas de cana processadas na safra 2023/2024 e alcançar 20,8 milhões de toneladas, mas as adversidades climáticas acabaram comprometendo o resultado.

Segundo os dados do Sindaçúcar-AL, a produção de açúcar alcançou 1,6 milhão de toneladas, incluindo a produção dos tipos VHP, cristal e refinado, superando as 1,5 milhão de toneladas produzidas na safra anterior.

Já a produção de etanol processada até 31 de março deste ano foi de 404,6 milhões de litros. Na safra anterior, Alagoas produziu 486,3 milhões de litros de etanol.

Pedro Robério, presidente Sindaçúcar Alagoas
Presidente do Sindaçúcar Alagoas, Pedro Robério Nogueira, analisou cenário produtivo de cana durante a safra 2024/25 em Alagoas. Foto: Assessoria

“Não foi um verão bom para a cana, tivemos uma seca que retardou o crescimento da planta e reduziu sua oferta. Esse fenômeno tem se repetido em várias regiões produtoras do Brasil, como o Centro-Sul, onde choveu muito e depois parou”, explicou o presidente do Sindaçúcar Alagoas Pedro Robério Nogueira.

Ainda segundo o presidente do Sindaçúcar, apesar as retrações nos resultados, houve um melhor rendimento na qualidade da cana, que refletiu em uma produção de açúcar superior à registrada na safra anterior. Além disso, o açúcar ganhou destaque frente a questões de mercado por conta da maior exportação, o que deu maior protagonismo ao produto.

Já o etanol produzido em Alagoas competiu no mercado diretamente com o etanol de milho produzido no Centro-Sul do país.

Chuvas devem melhorar próxima safra no estado

Com condições climáticas adversas, que afetaram diretamente a produção sucroalcooleira em Alagoas, há expectativa que o volume de chuvas esperado para este ano e que irá impactar diretamente na próxima safra auxilie na recuperação dos resultados.

“A chuva que faltou no verão passado está começando a aparecer nesta temporada. Está longe se der o ideal, mas já é melhor que as precipitações que tivemos na safra anterior”, disse Pedro Robério.

Nordeste moeu menos cana, mas também produziu mais açúcar e etanol

A redução de cana moída durante a safra 2024/2025 não foi algo que só ocorreu em Alagoas. No Norte e Nordeste houve diminuição de 3,3% no total de cana-de-açúcar moída na região, mas um crescimento de 8,3 na produção de açúcar, alcançando 3,72 milhões de toneladas, enquanto a de etanol hidratado aumentou 24,8%, somando 1,39 bilhão de litros.

Segundo o presidente-executivo da Associação de Produtores de Açúcar, Etanol e Bioenergia (NovaBio) e do Sindicato da Indústria do Açúcar e do Álcool no Estado de Pernambuco (Sindaçúcar/PE), Renato Cunha, esse desempenho é resultado direto da elevação do Açúcar Total Recuperável (ATR).

Leia mais: Com menos cana, safra no NE tem mais açúcar e álcool

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