
O Fundo Constitucional de Financiamento do Nordeste (FNE) pode ter um orçamento de R$ 52,6 bilhões em 2026. O montante representa 11,1% a mais do que o orçamento inicial de 2025. A elaboração da programação do FNE para 2026 começou a ser discutida, esta semana, em Fortaleza, num encontro que contou com a participação do superintendente da Sudene, Francisco Alexandre. O fundo é a principal ferramenta usada por empresas – dos mais diversos portes – e pessoas físicas para realizar aportes e investimentos nos seus negócios.
Os critérios de distribuição dos recursos são definidos pelo governo federal, incluindo Sudene, Ministério da Integração e do Desenvolvimento Regional (MIDR) e Banco do Nordeste (BNB), que é o operador do fundo.
Francisco Alexandre ressaltou a importância dos projetos financiados pelo FNE para o crescimento econômico do Nordeste. Ainda na reunião, o superintendente de Políticas de Desenvolvimento Sustentável do Banco do Nordeste, Irenaldo Rubens Soares, apresentou a programação do FNE para 2026 e o cronograma de elaboração do plano de aplicação dos recursos.
Do total previsto para 2026, R$ 32,6 bilhões serão destinados aos portes prioritários — mini, micro, pequeno e pequeno-médio — em um recorde de direcionamento em valores absolutos. Também terão prioridade os projetos alinhados à Nova Indústria Brasil (NIB).
Durante o evento, foram citados programas do FNE que dialogam com as missões da Nova Indústria Brasil, entre eles FNE Verde, FNE Inovação, FNE Saúde e Pronaf, além dos voltados a infraestrutura de água, esgoto e logística. Entre 2023 e julho de 2024, o Fundo destinou R$ 32,4 bilhões para esses programas.

Recursos do FNE para o semiárido
\Para 2026, a projeção para o semiárido é de R$ 26,8 bilhões, beneficiando 2.074 municípios da área de atuação da Sudene. O FNE é considerado o principal instrumento financeiro da Política Nacional de Desenvolvimento Regional (PNDR) e um dos pilares do Plano Regional de Desenvolvimento do Nordeste (PRDNE).
Entre os próximos dias 18 e 25 de setembro, acontecerão reuniões setoriais nos estados da Sudene que vão apresentar os valores programados para os Planos Estaduais de Aplicação de Recursos do FNE para o próximo ano. O percentual de participação por estado varia entre 5% e 30%, com exceção do Espírito Santo, que terá mínimo de 1,5%.
O presidente do Banco do Nordeste, Paulo Câmara, afirmou que o Fundo cumpre a função de financiar investimentos produtivos e alavancar recursos para o desenvolvimento regional. Segundo ele, a expectativa é de novo recorde de repasses, já que em 2024 o FNE financiou R$ 44,8 bilhões e, apenas no primeiro semestre de 2025, contratou R$ 29,8 bilhões.
*Com informações da Sudene
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