
Dados de embarques e transporte de petróleo feitos pela Kpler, empresa belga de dados e análises que monitora o mercado global de commodities, mostram que a soma das exportações do Iraque, Kuwait, Omã, Catar, Arábia Saudita e Emirados Árabes Unidos caiu de 469 milhões de barris em fevereiro para 263 milhões em março — uma retração de 206 milhões de barris, ou 44%. Um reflexo direto do conflito sobre o fluxo global de energia.
O Iraque registrou a maior retração, com queda de 82% nas exportações. Kuwait e Catar também foram fortemente afetados, com recuos de 75% e 70%, respectivamente. Já Arábia Saudita e Emirados Árabes Unidos tiveram perdas menores, de 34% e 26%, parcialmente mitigadas por oleodutos alternativos e armazenamento flutuante. Omã foi exceção, com alta de 16% nas exportações, beneficiado por portos fora do Estreito de Ormuz.
Segundo levantamento feito pelo site da Al Jazeera, o volume perdido desde o início da guerra equivale à carga de aproximadamente 103 navios petroleiros de grande porte (VLCCs), cada um com capacidade para cerca de 2 milhões de barris. Esses superpetroleiros estão entre os maiores do mundo em capacidade de carga, sendo fundamentais para o transporte global de energia. Navios ainda maiores, os ULCCs, chegam a transportar até 3 milhões de barris, mas são menos utilizados devido a restrições operacionais em portos e rotas.
O cessar-fogo anunciado na noite de terça-feira (07) não irá reverter a situação, já que o Irã voltou a fechar o Estreito de Ormuz após Israel atacar o Líbano, rompendo o acordo. A tensão no Oriente Médio segue elevando os preços do petróleo, apesar das tentativas da Casa Branca de impor, na quarta-feira (08), a narrativa de que saiu vitoriosa do conflito.
Durante grande parte do conflito, o petróleo foi negociado acima de US$ 100 por barril, atingindo pico próximo de US$ 128 em 2 de abril. Antes da escalada, em 28 de fevereiro, o petróleo tipo Brent, que serve de referência global de preços, girava em torno de US$ 65. Considerando diferentes faixas de preço, os 206 milhões de barris perdidos representam um impacto bilionário que pode variar de US$ 16,4 bilhões (considerando o preço do barril em US$ 80) a US$ 24,7 bilhões (com o barril sendo vendido a US$ 120).
Analistas do setor estimar que a normalização do mercado deve ser lenta. A logística segue comprometida, com navios dispersos, estoques elevados e produtores ainda fechando poços. A retomada da produção exige tempo, custos elevados e estabilidade no cessar-fogo, indicando que os efeitos da crise energética devem se prolongar ao longo de 2026 e até 2027.
Di2Win
A deep tech Di2win, sediada no Porto Digital, no Recife, reforçou sua área comercial com a nomeação de Yves Nogueira como Chief Sales Officer (CSO). Sócio fundador, ele retorna à operação após presidir a Aponti, entidade que reúne empresas de TI no estado. Com mais de 30 anos de experiência, o executivo chega com a missão de acelerar o crescimento da empresa.
Sindifisco
O Fisco de Pernambuco intensificou a pressão sobre o Governo do Estado e aprovou um novo dia de paralisação, marcado para 14 de abril. A decisão foi tomada por unanimidade em assembleia do Sindifisco-PE. A mobilização reivindica a retomada da paridade e a revisão do teto constitucional da categoria.
Alta rentabilidade
A Construtora Carrilho acompanha a valorização do Recife, que já tem um dos metros quadrados mais caros do país. A cidade registra média de R$ 60,89/m² e retorno anual de 8,37% em locações, com inadimplência em queda. Com projetos como Madá Studios, Paço Decó e Pátio Solare, a empresa aposta em áreas estratégicas e no potencial de renda imobiliária.
Apoio na declaração
Contribuintes que ainda têm dúvidas sobre o Imposto de Renda poderão contar com suporte especializado no Shopping Tacaruna. O mall recebe, nos dias 10 e 11 de abril, o projeto Declare Certo – IRPF, do SESCAP-PE, que disponibiliza orientação gratuita com contadores, das 9h às 20h, com foco em um preenchimento mais seguro e correto.
Edital
A ABDI e o MDIC lançaram o edital E-commerce.BR 2026, com R$ 3,9 milhões para ampliar a presença digital de pequenos negócios nas regiões Norte, Nordeste e Centro-Oeste. A novidade é a inclusão dos MEIs entre os beneficiados. A iniciativa busca reduzir desigualdades em um mercado ainda concentrado no Sudeste. Em 2024, o e-commerce movimentou R$ 225 bilhões, com o Nordeste respondendo por 5,5% das vendas.
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