
A ameaça de paralisação no setor da aviação regular foi afastada após os aeronautas aprovarem a proposta de renovação da Convenção Coletiva de Trabalho (CCT) 2025/2026. O entendimento encerra semanas de negociações e garante a normalidade dos voos em todo o país, inclusive durante um período de maior fluxo de passageiros. A informação foi dada pelo ministro de Portos e Aeroportos, Silvio Costa Filho, neste domingo (27).
A aprovação ocorreu no âmbito de uma mediação conduzida pelo Tribunal Superior do Trabalho (TST), após o impasse entre trabalhadores e empresas aéreas sobre reajustes salariais, regras de jornada e condições operacionais. Entidades representativas da categoria vinham alertando para a possibilidade de greve caso não houvesse avanço nas negociações, o que poderia impactar aeroportos e rotas estratégicas do país.
“Não haverá greve na aviação brasileira. Garantimos a tranquilidade dos passageiros, dos trabalhadores e das empresas aéreas”, afirmou o ministro Silvio Filho.
Segundo o ministro, o acordo é resultado do diálogo institucional entre as partes. “Esse entendimento é fruto da responsabilidade de todos os envolvidos. A mediação do TST foi fundamental para assegurar equilíbrio nas negociações e preservar um setor estratégico para o Brasil”, disse Silvio Costa Filho.
A Convenção Coletiva de Trabalho define direitos e deveres da categoria, como salários, benefícios e regras de escala. A ausência de acordo vinha sendo apontada como fator de risco para paralisações, especialmente em um cenário de aumento da demanda por transporte aéreo.
Aviação comercial em expansão
Silvio Costa Filho destacou que a estabilidade nas relações de trabalho é essencial para a continuidade do crescimento do setor aéreo. “A aviação brasileira vive um momento de retomada, com ampliação de rotas e aumento do número de passageiros. A previsibilidade é fundamental para atrair investimentos e garantir emprego e renda”, afirmou.
Dados do setor indicam que a aviação tem papel relevante na mobilidade nacional e no turismo, além de impacto direto na cadeia logística e na economia regional, especialmente em estados com forte dependência do transporte aéreo.
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