
O ministro de Portos e Aeroportos, Silvio Costa Filho, anunciou a entrada do grupo mexicano Aeropuerto de Cancún, subsidiária do Grupo Aeroportuario del Sureste (ASUR) na operação de 17 aeroportos no Brasil, incluindo o de Petrolina, no Sertão pernambucano. A transação envolve a compra dos ativos da Motiva, atual operadora dos terminais, em um negócio avaliado em R$ 5 bilhões pelo governo federal.
O ministro classificou o movimento como a maior transação aeroportuária em curso no mundo e afirmou que a chegada de um novo operador estrangeiro reforça a atratividade dos ativos brasileiros. “A vinda de um player mexicano vai ampliar as relações comerciais entre Brasil e México e vai fortalecer o turismo de negócios e o turismo de lazer entre os dois países”, disse Silvio Costa Filho.
Petrolina tem novo operador
Entre os 17 aeroportos transferidos, o de Petrolina é um dos mais estratégicos. O terminal possui papel central no escoamento de frutas do Vale do São Francisco e tem potencial para ampliar conexões internacionais, especialmente para mercados ligados ao agronegócio. A presença da ASUR, que opera nove aeroportos no México e sete na América Latina, deve agregar expertise em rotas turísticas e logísticas.
Veja os aeroportos que serão administrados pela ASUR:
- Aeroporto de São Luís (MA)
- Aeroporto de Imperatriz (MA)
- Aeroporto de Palmas (TO)
- Aeroporto de Teresina (PI)
- Aeroporto de Petrolina (PE)
- Aeroporto de Goiânia (GO)
- Aeroporto de Belo Horizonte/Confins (MG)
- Aeroporto de Pampulha (MG)
- Aeroporto de Curitiba/São José dos Pinhais (PR)
- Aeroporto de Bacacheri (PR)
- Aeroporto de Londrina (PR)
- Aeroporto de Foz do Iguaçu (PR)
- Aeroporto de Navegantes (SC)
- Aeroporto de Joinville (SC)
- Aeroporto de Pelotas (RS)
- Aeroporto de Uruguaiana (RS)
- Aeroporto de Bagé (RS)
Segundo o ministro, o posicionamento geográfico de Brasil e México fortalece a perspectiva de novos hubs para integração com Estados Unidos e países da América do Sul. Ele destacou que melhorias operacionais e ampliação de voos regionais podem beneficiar diretamente o Nordeste.
A venda da administração dos aeroportos faz parte da estratégia da Motiva para reduzir seu endividamento, estimado em R$ 33,7 bilhões, com expectativa de queda para R$ 22,2 bilhões após a transação. Com a desmobilização do portfólio aeroportuário, a companhia pretende concentrar investimentos em rodovias e trilhos, áreas que reúnem projeções de concessões superiores a R$ 160 bilhões.
Crescimento da aviação
Dados do Ministério de Portos e Aeroportos apontam que quase 30 milhões de passageiros foram adicionados ao sistema brasileiro nos últimos dois anos e meio, impulsionando o interesse de operadores internacionais. Entre janeiro e setembro deste ano, 1.375 voos foram realizados entre Brasil e México, alta de 17% na comparação anual, transportando 253 mil passageiros.
Silvio Costa Filho afirmou que o aumento na demanda reforça o potencial de novas parcerias no setor. “Esses novos investimentos dialogam com a agenda do Ministério de modernizar e ampliar concessões no Brasil”, declarou.
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