
Mesmo com a tarifa de 50% imposta pelos Estados Unidos às mangas brasileiras, os produtores do Vale do São Francisco estimam ampliar em 8% as exportações em 2025, alcançando 40 mil toneladas. Em 2024, o volume enviado foi de 37 mil toneladas, movimentando US$ 46 milhões.
As informações foram apresentadas durante a 15ª edição do Workshop Internacional da National Mango Board (NMB), realizada na Valexport, em Petrolina. O evento reuniu produtores, exportadores e pesquisadores para discutir qualidade, sustentabilidade e competitividade da manga brasileira no mercado internacional.
A sobretaxa norte-americana, em vigor desde agosto, gerou fortes prejuízos e inviabilizou parte das vendas ao principal destino da fruta. Muitos produtores tiveram de redirecionar embarques para Europa e Canadá, sem compensar integralmente as perdas. O impacto foi sentido também no mercado interno, com maior oferta e queda de preços.
A medida, determinada pelo então presidente Donald Trump, expôs a vulnerabilidade da fruticultura exportadora brasileira diante de barreiras tarifárias impostas unilateralmente. Segundo o setor, as perdas podem ultrapassar US$ 100 milhões, afetando produtores e exportadores do Vale, que concentram a maior parte da produção destinada aos EUA.
Promovido pela Valexport em parceria com a NMB — órgão vinculado ao Departamento de Agricultura dos EUA (USDA) —, o workshop contou com palestras e mesas-redondas de especialistas da Embrapa Semiárido, Frutvasf/Univasf e Sebrae, com apoio do Senar. Foram abordados temas como nutrição, sanidade, melhoramento genético e tendências de mercado.
Veja também:
Rastreabilidade, biogás e conformidade: os bastidores da reputação ESG da Masterboi










