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Moura Dubeux anuncia Mansão Seara no terreno do tradicional Hotel Seara

O valor das unidades deverá variar entre R$ 7 milhões e R$ 19 milhões, com um VGV estimado em cerca de R$ 350 milhões
Bruno Brandão
Bruno Brandão
De Fortaleza
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O empreendimento terá uma torre com apartamentos de 350 m² — dois por andar — e oito lajes exclusivas de 661 m² - Foto: Divulgação
O empreendimento terá uma torre com apartamentos de 350 m², dois por andar, e oito lajes exclusivas de 661 m² – Foto: Moura Dubeux/Divulgação

O terreno onde funcionava o tradicional Hotel Seara, na Avenida Beira-Mar, em Fortaleza, dará lugar a um novo empreendimento imobiliário residencial de alto padrão. O hotel será demolido a partir de 4 de agosto, e no local será construído o Mansão Seara, projeto da construtora Moura Dubeux, que está atualmente em fase de pré-lançamento.

Com 170 metros de altura, o edifício será um dos mais altos da cidade e terá unidades residenciais com 350 m² (duas por andar), além de oito lajes especiais de 661 m² com vista para o mar. O projeto é assinado pelo arquiteto Arthur Casas, em sua primeira atuação na região Nordeste.

A previsão é que o valor dos apartamentos varie entre R$ 7 milhões e R$ 19 milhões, com Valor Geral de Vendas (VGV) estimado em cerca de R$ 350 milhões. Segundo a Moura Dubeux, o lançamento oficial com mais detalhes está previsto para os próximos meses.

A demolição do Hotel Seara segue uma tendência de renovação imobiliária na orla de Fortaleza, que nos últimos anos viu o fechamento e a substituição de outros estabelecimentos tradicionais, como os hotéis Ponta Mar, Vela e Mar e Esplanada. O trabalho será realizado pelo Grupo Magalhães Demolição, responsável por diversas demolições, entre elas, do Edifício São Pedro, também em Fortaleza. Também já atuou na Paraíba e em Pernambuco. Com duração prevista de cerca de dez meses, não está prevista implosão.

Eduarda Dubeux diz que o nome Mansão Seara será uma homenagem ao Hotel - Foto: Divulgação
Eduarda Dubeux diz que o nome Mansão Seara será uma homenagem ao Hotel – Foto: Divulgação

O Mansão Seara será um edifício residencial com foco em unidades de alto padrão. Além da localização na orla, o projeto incorpora recursos voltados à sustentabilidade, como ventilação cruzada e uso de materiais naturais na fachada, segundo a construtora. A área de lazer deve incluir espaço para spa, academia, yoga, massagem e quadra de tênis.

A diretora comercial da Moura Dubeux, Eduarda Dubeux, em conversa com o Movimento Econômico, afirma que a escolha do nome visa manter um vínculo simbólico com o antigo hotel. “O nome Mansão Seara foi escolhido para estabelecer uma ponte simbólica, homenageando o tradicional Hotel Seara, que teve uma história de mais de 40 anos, reconhecido como um empreendimento de luxo. O nome vai rememorar a história do lugar, mantendo viva sua identidade local e sua relevância para Fortaleza”, diz.

Eduarda destaca que atuação da Moura no Ceará é extremamente sólida, estratégica e altamente valorizada, tanto pelo mercado quanto pela presença institucional que a empresa vêm construindo no estado, com recordes de vendas, recebimento de prêmios e investimentos em projetos de alto padrão. “O Ceará é peça-chave nos planos de expansão da Moura Dubeux”, pontua. 

Registro do Hotel Seara, na Beira-Mar de Fortaleza - Foto: Divulgação
Registro do Hotel Seara, na Beira-Mar de Fortaleza, que será demolido – Foto: Divulgação

Arquitetura da Beira-Mar

Inaugurado em 1979, o Hotel Seara teve projeto assinado pelos arquitetos Delberg Ponce de Leon e Fausto Nilo, com escultura e iluminação de fachada criadas pelo artista plástico José Guedes. Após análise da legislação urbanística, foi verificado que o projeto poderia ser acrescido de 80 novos leitos. Novos espaços internos foram projetados, além da criação das fachada norte e oeste.

Segundo Jefferson John, presidente do Instituto de Arquitetos do Brasil no Ceará (IAB-CE), a demolição do Seara não representa uma perda arquitetônica significativa. “Do ponto de vista formal, não há perda de um bem de relevância técnica ou com potencial de tombamento histórico. O Seara é um edifício de arquitetura contemporânea”, explica.

Detalhe da lateral do Hotel Seara, com escultura de José Guedes - Foto: Divulgação
Detalhe da lateral do Hotel Seara, com escultura de José Guedes – Foto: Divulgação

Contudo, o arquiteto ressalta a importância de se pensar na identidade urbana da Beira-Mar, que vem mudando desde o século passado. “Até meados do século 20, a região era marcada por casas de veraneio. Com o tempo, o mercado percebeu o potencial econômico e passou a investir em empreendimentos residenciais e hoteleiros. A vocação da Beira-Mar hoje é mista: turismo, moradia e serviços. É essencial garantir que essa diversidade seja respeitada e incentivada.”

Luxo como vetor de valorização

O segmento de imóveis de luxo e superluxo tem ganhado força em Fortaleza, especialmente em áreas como Meireles, Beira-Mar e Porto das Dunas. De acordo com André Aguiar, diretor tesoureiro do Creci-CE e especialista em imóveis de alto padrão, o Mansão Seara está alinhado com essa tendência.

“Estamos falando de imóveis para o público A e A+. Hoje, já temos lançamentos com valores superiores a R$ 7,5 milhões. Um imóvel de 820 m² a apenas 50 metros da Beira-Mar pode ultrapassar os R$ 15 milhões”, explica.

Detalhes da varanda do Mansão Seara, projeto da Moura Dubeux - Foto: Divulgação
Detalhes das varandas do Mansão Seara, projeto da Moura Dubeux – Foto: Moura Dubeux/Divulgação

No caso do Mansão Seara, os diferenciais incluem heliponto com sala VIP, rooftop com vista panorâmica, e um pavimento inteiro dedicado ao bem-estar, com spa de águas, academia com vista para o mar, salas de massagem, espaço de yoga e uma quadra de tênis de tamanho oficial, algo inédito na região.

“É um empreendimento que vai se tornar um marco urbano para Fortaleza. Arthur Casas é um verdadeiro artista. Sua assinatura internacional, aliada à melhor localização da cidade e diferenciais únicos de lazer, tornam o Mansão Seara o principal lançamento do segmento de luxo na Beira-Mar”, completa Eduarda Dubeux.

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