
A Força Aérea Brasileira (FAB) reativou a Base Aérea do Recife (Barf) e inaugurou a nova Torre de Controle de Aproximação, fortalecendo o monitoramento de mais de 500 mil voos anuais que cruzam o Nordeste, área estratégica conhecida como “Porta do Atlântico”. A mudança, com a Barf agora sob a alçada do Departamento de Controle do Espaço Aéreo (Decea), amplia a capacidade de gestão do tráfego aéreo nas capitais Recife (PE), Fortaleza (CE), Natal (RN) e Maceió (AL). A decisão replica o modelo já adotado em Florianópolis (SC), com a BAFL, e integra o processo de modernização do controle do espaço aéreo nacional.
Com 34 metros de altura, a torre inaugurada abriga a nova antena APP-NE e faz parte do Edifício Técnico Operacional (ETO). A infraestrutura permitirá a instalação do Controle de Aproximação Nordeste (APP-NE), responsável por integrar os principais Centros de Controle de Aproximação (APP) da região.
Essa centralização deve gerar economia de combustível para companhias aéreas, redução de emissões de CO₂ e maior fluidez nas rotas de aproximação. A previsão é de impacto positivo também na comunicação entre controladores, contribuindo para a pontualidade dos voos. Dados da FAB apontam que o espaço aéreo monitorado pelo CINDACTA III, que inclui parte do Atlântico Sul, soma cerca de 13,5 milhões de km².
Pernambuco como polo logístico e tecnológico

Durante a solenidade de inauguração da nova torre, que contou com a presença do ministro da Defesa, José Múcio Monteiro; e de autoridades civis e militares, a governadora Raquel Lyra afirmou que a nova estrutura consolida Pernambuco como hub logístico e tecnológico do Nordeste. “A Base Aérea do Recife alcança um novo patamar estratégico, alavancando o desenvolvimento do Estado e fortalecendo nossa segurança”, declarou.
O ministro da Defesa, José Múcio Monteiro, reforçou a importância da base para a defesa nacional e destacou a necessidade de novos investimentos. “As Forças Armadas são instituições permanentes, sempre prontas a servir. Pernambuco tem um passado glorioso e merece um futuro ainda melhor”, afirmou.
O Tenente-Brigadeiro do Ar Marcelo Kanitz Damasceno explicou que o modelo integrado melhora a gestão do tráfego aéreo, amplia a segurança e torna os processos mais modernos.
Criada há mais de 80 anos, a Base Aérea do Recife foi desativada em 2024 por razões administrativas e reativada em 2025 para atender a uma nova demanda operacional. Além do controle do tráfego aéreo, a unidade de Pernambuco atua como ponto de apoio logístico a operações de defesa aérea no Nordeste, integração cibernética e guerra eletrônica.
Outro investimento estratégico: Escola de Sargentos
Além da modernização da BARF, Pernambuco se prepara para sediar a futura Escola de Sargentos do Exército, que terá capacidade para formar até 2,2 mil militares por ano. O empreendimento, com previsão de início das obras em 2025, representa um investimento federal estimado em cerca de R$ 1 bilhão, incluindo infraestrutura e áreas de treinamento.
Segundo estimativa da Confederação Nacional do Comércio (CNC), a nova unidade pode gerar até 10 mil empregos diretos e indiretos, movimentando setores como comércio, serviços, hotelaria e transporte, além de consolidar o Estado como referência em formação militar na América Latina.
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