
O Brasil superou a marca de 210,06 gigawatts (GW) de potência instalada em sua matriz elétrica, segundo balanço da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) divulgado nesta quarta-feira (7). O avanço foi impulsionado pela entrada em operação de novas usinas eólicas, térmicas e hidrelétricas, que adicionaram 141,10 megawatts (MW) apenas no mês de abril. No acumulado do ano, a expansão já soma 1.916,08 MW.
As fontes renováveis seguem como principal base da matriz elétrica nacional, representando cerca de 84% da capacidade total instalada. A participação da energia eólica e solar tem crescido de forma consistente nos últimos anos, com destaque para os estados do Nordeste, responsáveis por mais de 90% da geração eólica do país. A região contribui com aproximadamente 25,8% da potência total instalada no Sistema Interligado Nacional (SIN), consolidando-se como um dos principais polos de geração renovável do Brasil.
Entre os destaques do mês, a Bahia liderou a expansão com a entrada em operação de seis parques eólicos, somando 85,5 MW de potência. O estado acumula, até abril, 428,70 MW adicionados à matriz elétrica em 2025, mantendo-se na liderança entre as unidades da federação. Goiás ficou em segundo lugar no mês, com 50 MW provenientes de uma nova usina termelétrica.
O Rio Grande do Norte aparece em terceiro lugar no ranking anual, com 336,43 MW integrados à matriz até o momento. A Paraíba também vem ampliando sua participação com a geração eólica e solar, reforçando a presença nordestina na expansão da oferta energética nacional.
Em abril, oito usinas entraram em operação comercial: seis plantas eólicas (85,50 MW), uma termelétrica (50,00 MW) e uma pequena central hidrelétrica (5,60 MW). O movimento segue a tendência observada em 2023, quando 90,4% da nova capacidade adicionada à matriz brasileira foi oriunda das fontes eólica e solar.
Potência instalada do parque gerador brasileiro
Atualmente, a estrutura do parque gerador nacional é composta por 48,76% de usinas hidrelétricas (UHE), 22,82% de termelétricas (UTE), 15,91% de eólicas (EOL), 8,36% de solares fotovoltaicas (UFV), além de pequenas centrais hidrelétricas (PCH) e outras fontes que completam a matriz.
Para dar vazão à geração renovável do Nordeste, estão em andamento projetos de ampliação da infraestrutura de transmissão. Um dos principais empreendimentos é o bipolo em corrente contínua que conectará a subestação Graça Aranha (MA) à subestação Silvânia (GO), com capacidade de escoar até 5 GW de energia por 1.500 km de extensão. O projeto é estratégico para o equilíbrio da oferta energética nacional e para a integração da produção renovável aos centros de consumo.
Os dados fazem parte do Sistema de Informações de Geração da ANEEL (SIGA), disponível no portal da Agência Nacional de Energia Elétrica (ANEEL).
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