
A produção de café na Bahia deverá alcançar 3,68 milhões de sacas beneficiadas em 2025, de acordo com o segundo levantamento da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), divulgado nesta terça-feira (6). O volume representa um crescimento de 20% em relação à safra anterior e é o maior registrado pelo estado desde 2017. O desempenho é impulsionado principalmente pelo café conilon, cuja produção deve alcançar 2,5 milhões de sacas, crescimento de 28,2% em relação a 2024. Já o café arábica terá incremento mais modesto, com estimativa de 1,2 milhão de sacas, aumento de 5,6%.
O litoral atlântico da Bahia, principal região produtora de conilon, apresentou os maiores ganhos de produtividade no estado, passando de 44,0 para 54,1 sacas por hectare, alta de 23%. No Planalto da Conquista e Chapada Diamantina, regiões produtoras de arábica, o aumento foi favorecido por chuvas regulares e melhorias no manejo. Com isso, a produtividade média total da Bahia subiu de 30,3 para 35,9 sacas por hectare, crescimento de 18,7%. A área em produção teve leve crescimento, totalizando 102,4 mil hectares em 2025.
Com esse resultado, a Bahia segue como o maior produtor de café do Nordeste e o quarto maior do Brasil, atrás de Minas Gerais, Espírito Santo e São Paulo. A produção nordestina de café em 2025 está estimada em 3,68 milhões de sacas, das quais 99,9% são provenientes da Bahia. Os demais estados da região apresentam produção bastante reduzida: Pernambuco deve colher 1.600 sacas, o Ceará 1.200 sacas, enquanto os demais estados (Alagoas, Paraíba, Piauí, Maranhão, Sergipe e Rio Grande do Norte) somam, juntos, cerca de 800 sacas.
Produção nacional de café
No cenário nacional, a produção de café deverá crescer 2,7% na safra de 2025 em comparação com o volume registrado no ano anterior. A expectativa é de uma colheita de 55,7 milhões de sacas, o maior volume já registrado em um ano de baixa bienalidade, superando em 1,1% a colheita de 2023. O total estimado reflete um aumento de 0,8% na área destinada à cultura, que chega a 2,25 milhões de hectares. Apesar disso, a área em produção deve cair 1,4%, totalizando 1,86 milhão de hectares, enquanto a área em formação cresce 12,3%, movimento esperado para anos de menor produtividade natural da planta.
Segundo a Conab, o aumento da safra nacional se deve principalmente à recuperação de 28,3% na produtividade média do café conilon, também conhecido como robusta. A expectativa para essa espécie é de 18,7 milhões de sacas, o maior volume da série histórica da companhia. Este resultado decorre da regularidade climática nas fases mais críticas da lavoura, que favoreceram floradas positivas e boa formação de frutos.
Em contrapartida, a produção de café arábica, mais sensível à bienalidade, deve sofrer redução de 6,6%, com previsão de 37 milhões de sacas. Em Minas Gerais, estado com a maior área de cultivo da espécie, a expectativa é de 25,65 milhões de sacas. O resultado é influenciado por um longo período de seca entre abril e setembro de 2024, que causou instabilidade nas lavouras e afetou diretamente o rendimento da atual colheita.
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