
A colheita de cereais, leguminosas e oleaginosas no Nordeste deve alcançar o volume de 29,8 milhões de toneladas em 2026. O desempenho representa um crescimento anual de 7,3% na comparação com a safra obtida em 2025, de acordo com a estimativa de junho do Levantamento Sistemático da Produção Agrícola, divulgado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Com esse resultado, a região responde por uma participação de 8,6% do total da produção nacional de grãos.
Apesar do saldo positivo na comparação com o ano anterior, o comportamento mensal da safra nordestina registrou uma ligeira retração de 0,2% em relação ao mês de maio de 2026.
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A dinâmica interna do território revela um cenário de contrastes, onde estados importantes apresentaram comportamento divergente no fechamento do período, influenciando o volume final estimado para a região.
Contrastes regionais na colheita do Nordeste
Entre os estados que conseguiram expandir as estimativas de colheita no comparativo mensal, o Maranhão despontou como o principal destaque positivo da região ao registrar um acréscimo de 17.453 toneladas em sua projeção.
Outro resultado favorável foi verificado no Rio Grande do Norte, que obteve uma variação absoluta positiva de 309 toneladas em relação ao mês anterior. Pelo lado das retrações, Sergipe liderou as perdas mensais no Nordeste com um declínio de 63.359 toneladas em suas projeções agrícolas de maio para junho.
Pernambuco também encolheu sua estimativa de produção de grãos no período, apresentando uma variação negativa de 8.047 toneladas, seguido de perto pelo estado do Ceará, que registrou uma baixa de 3.421 toneladas.
Recuperação da uva no Vale do São Francisco
No segmento de fruticultura, o Nordeste apresentou uma reação expressiva na colheita de uvas durante o mês de junho. A projeção da região foi revisada para 911,3 mil toneladas, o que representa um expressivo aumento de 10,4% sobre os números obtidos no mês anterior.
Apesar da recuperação recente, o volume projetado ainda indica uma queda de 6,5% na comparação com o total colhido em 2025. Pernambuco manteve a sua posição consolidada de segundo maior produtor de uva do país, com uma estimativa de colheita de 801,9 mil toneladas em junho.
No entanto, o estado enfrenta uma redução de 7,8% no comparativo anual de produção. O cultivo da fruta em solo pernambucano conta atualmente com uma área de 17,7 mil hectares, o que representa um recuo de 1,1% na área, e registra um rendimento médio de 45.373 kg/ha.
Estimativa nacional alcança 347,4 milhões de toneladas
Em âmbito nacional, o IBGE estima que a safra total de grãos atinja 347,4 milhões de toneladas em 2026. O montante é 0,4% maior do que a safra consolidada em 2025, o equivalente a um acréscimo de 1,3 milhão de toneladas.
No entanto, a exemplo do comportamento visto no Nordeste, o indicador nacional caiu 0,8% na comparação com o mês de maio de 2026, com uma perda de 3,0 milhões de toneladas.
A área total a ser colhida no país foi projetada em 83,2 milhões de hectares, apontando para um crescimento de 1,9% (ou mais 1,6 milhão de hectares) frente ao ano anterior. Os três principais produtos cultivados (soja, milho e arroz) respondem juntos por 92,8% da estimativa total de produção de grãos no Brasil e ocupam 87,4% de toda a área agrícola a ser colhida.
Liderança da soja e recuo nas safras de milho
A produção brasileira de soja foi novamente revisada para cima e atingiu o recorde de 174,8 milhões de toneladas, um avanço de 5,3% ante 2025. Já o milho registrou recuo de 3,7% no comparativo anual, totalizando 136,5 milhões de toneladas.
Desse total do cereal, 29,7 milhões de toneladas correspondem à primeira safra (alta anual de 15,6%) e 106,8 milhões de toneladas são referentes à segunda safra (queda anual de 7,9%).
A distribuição da safra pelas grandes regiões do país coloca o Centro-Oeste na liderança isolada com 172,4 milhões de toneladas (49,6% do total), seguido pelo Sul com 92,4 milhões de toneladas (26,5%) e pelo Sudeste com 30,8 milhões de toneladas (8,9%).
O Norte aparece na última posição com 22,2 milhões de toneladas (6,4%), registrando queda anual de 0,5% e crescimento mensal de 3,5%.
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