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Virada tributária se aproxima e ameaça interromper operações

A partir de agosto, empresas enquadradas no regime regular terão documentos rejeitados caso errem campos relativos ao IBS e à CBS

De Recife
CEO do Movimento Econômico
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~4:42
  1. A partir de agosto, empresas devem informar corretamente campos de IBS e CBS sob risco de rejeição.
  2. Alíquota-teste de 1% entrará em vigor, formada por 0,1% de IBS e 0,9% de CBS em agosto.
  3. Falhas de fornecedores, transportadoras e prestadores podem interromper operações de empresas adequadas à reforma.
  4. Reforma tributária exige revisão completa de contratos, estratégias comerciais, custos e negociações com parceiros.
  5. Pequenas empresas enfrentam riscos maiores por dependerem de sistemas terceirizados e estruturas fiscais reduzidas.
IBS e CBS
Primeiro teste da reforma tributária sobre as operações começa em agosto/Imagem produzida com IA/Criação ME

A reforma tributária do consumo deixará de ser apenas uma discussão sobre o futuro para entrar, definitivamente, na rotina operacional das empresas. O prazo para a adequação dos sistemas de emissão de documentos fiscais eletrônicos está terminando e começa a pressionar as empresas. A partir de 3 de agosto, contribuintes do regime regular que não informarem corretamente os campos do Imposto sobre Bens e Serviços (IBS) e da Contribuição sobre Bens e Serviços (CBS) poderão ter seus documentos rejeitados pelos sistemas de emissão.

Nesta fase inicial, será aplicada uma alíquota-teste de 1%, formada por 0,1% de IBS e 0,9% de CBS. Embora a obrigação esteja em vigor desde 1º de janeiro, a validação vinha sendo feita de forma mais flexível. Isso muda agora. Mesmo sem recolhimento dos novos tributos em 2026 para quem cumprir as obrigações acessórias, erros no preenchimento poderão interromper o faturamento e dificultar a circulação de mercadorias.

O ponto menos visível dessa mudança está na dependência entre os integrantes da cadeia produtiva. Uma empresa pode atualizar seus sistemas, treinar a equipe e revisar cadastros, mas ainda assim interromper suas atividades caso um fornecedor não consiga emitir a nota, uma transportadora falhe no preenchimento do conhecimento de transporte ou um prestador de serviços envie um documento incompleto.

A adaptação, portanto, não pode ficar restrita ao ERP ou ao departamento fiscal. Ela exige o mapeamento de fornecedores críticos, a realização de testes de emissão e recebimento de documentos, a revisão de contratos e a definição de responsabilidades em caso de paralisação. Também será necessário avaliar fornecedores alternativos e antecipar a compra de insumos considerados estratégicos.

Para Thiago Oliveira, CEO da Saygo, holding especializada em comércio exterior, câmbio corporativo e inteligência operacional, a reforma interfere na formação de preços, no fluxo de caixa, nos contratos internacionais e na competitividade. Quem esperar a implantação completa para reagir, segundo ele, poderá enfrentar custos maiores e menor capacidade de resposta.

Não basta adequar o ERP ou alterar a emissão das notas fiscais. Segundo o especialista, a reforma tributária exige uma revisão completa da operação. É preciso reavaliar contratos, estratégias comerciais, estrutura de custos, fluxo financeiro e até negociações com fornecedores e clientes

Alterações tributárias sobre margens

Nas operações internacionais, alterações tributárias podem repercutir sobre as margens, a necessidade de capital de giro e a competitividade dos produtos. Contratos de médio e longo prazo também podem precisar de revisão para definir como eventuais mudanças de custos serão distribuídas entre compradores e fornecedores.

O risco tende a ser mais intenso entre as pequenas empresas, geralmente dependentes de sistemas terceirizados e de estruturas fiscais reduzidas. Caso não consigam acompanhar o cronograma, poderão perder espaço nas cadeias de fornecimento. O prazo de 3 de agosto, portanto, não pressiona apenas sistemas, preços e contratos. Também pode reorganizar relações comerciais e separar as empresas que planejaram a transição daquelas que ainda tratam a reforma como um problema exclusivamente tributário.

Barragem Pirapama -PAC
Barragem de Pirapama/ Foto: Domingos Luna/Compesa

Barragens

O Relatório de Segurança de Barragens 2026, divulgado pela Agência Nacional de Águas e Saneamento Básico (ANA), mostra que Pernambuco está acima da média regional. Das 546 estruturas fiscalizadas pela Apac, 318 têm cadastros classificados como bons ou ótimos. O número corresponde a 58,2% do total, ante 45,4% na média do Nordeste. Apesar do desempenho, 173 barragens ainda apresentam informações mínimas ou baixas. O diagnóstico indica avanço no monitoramento, mas revela um passivo que ainda exige atenção.

Aviturismo

A Aviva Ecoatividades e a Mar de Selva, empresas especializadas em turismo de natureza, realizaram uma visita técnica a municípios do Agreste pernambucano para mapear o potencial do aviturismo. A ação passou por Gravatá, Serra dos Cavalos, em Caruaru, Santa Cruz do Capibaribe e Taquaritinga do Norte. A iniciativa integra o projeto Receba Bem Quem Observa, que pretende estruturar rotas especializadas no estado. A proposta é ampliar a permanência dos visitantes e gerar renda para diferentes atividades da economia local.

Z.ro

Edísio Pereira Neto anunciou Rodrigo Shimizu como novo CMO da Z.ro Global Payments. Com mais de 25 anos de experiência, o executivo passou por empresas como Claro, Dock, Oi, Ticket e Vivo. Na nova função, Shimizu será responsável por integrar as áreas de marketing e desenvolvimento de negócios, com o objetivo de acelerar a geração de receita e contribuir para a expansão da empresa.

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