
O consumo de energia chegou a cair 16% às 17h15m durante o jogo do Brasil com a Noruega no domingo (05). Geralmente, ocorre uma queda no consumo de energia toda vez que a seleção brasileira entra em campo, porque os brasileiros têm a tradição de parar tudo para ficar na frente da TV. A carga (que, neste caso, corresponde ao consumo) ficou em 67.715 megawatts (MW) , enquanto no último domingo (28) a carga média ficou em 72.579 MW. No jogo anterior da canarinha contra o Japão, o consumo chegou a cair 21% com a carga de todo o País ficando em 66.515 megawatts (MW) às 14h47m, o menor consumo registrado durante a partida.
As oscilações bruscas de consumo exigem ajustes na operação do Sistema Interligado Nacional (SIN), pois reduções e aumentos rápidos da carga dificultam o equilíbrio entre geração e distribuição, podendo contribuir para provocar apagões. Nos três primeiros jogos da seleção, a carga do SIN caiu, respectivamente, em média 8,6%, 9,6% e 14,4%, em relação a dias equivalentes sem partidas, que foram tomados como referências. O SIN leva energia a 99% dos brasileiros.
Durante os jogos da seleção na Copa, o comportamento do consumo de energia é o seguinte: começa a cair uma hora antes das partidas da seleção brasileira começar, provocada pela interrupção das atividades em diversos setores. Esse comportamento permanece até o fim do primeiro tempo. No intervalo da partida há uma rápida elevação da carga, quando as pessoas realizam outras atividades, seguida por uma nova rampa de aumento ao término do jogo.
No intervalo da partida com os noruegueses, às 17h50m, houve uma rampa de elevação da carga de 7.128 MW em 11 minutos, o que corresponde a carga média de Minas Gerais. Já às 18h52m, também foi registrada uma elevação de carga de 1.316 MW em 10 minutos, equivalente ao todo o consumo médio do Estado do Amazonas.
Quando o jogo acabou às 19h05m, foi registrado um acréscimo de 7.012 MW – representando um acréscimo de 9,8% – em 30 minutos, o que significa as cargas médias dos Estados do Rio de Janeiro e Rondônia.
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