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Turismo de fé e São João injetam R$ 1,2 bilhão na economia pernambucana

Festas juninas e celebrações religiosas atraíram milhões de pessoas e movimentaram mais de R$ 1,2 bilhão em Pernambuco em 2025
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  1. Turismo de fé e São João injetam R$ 1,2 bilhão.
  2. Festas juninas movimentam R$ 1,1 bilhão em Pernambuco.
  3. Caruaru recebe R$ 737,6 milhões em festejos.
  4. Fecomércio-PE analisa impacto econômico dos eventos.
  5. Turismo religioso reúne milhares de pessoas em Pernambuco.
A festa de São João em Caruaru realizou o seu primeiro evento no dia 10 de abril. Foto: Movimento Econômico

Os festejos juninos e as principais celebrações religiosas de Pernambuco movimentaram mais de R$ 1,2 bilhão em 2025, impulsionando atividades ligadas ao comércio, aos serviços e ao turismo em diversas regiões do Estado, segundo uma análise feita pela Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de Pernambuco (Fecomércio-PE), baseada em informações da Secretaria de Turismo e Lazer de Pernambuco (Setur-PE). As festas juninas concentraram a maior parcela dessa movimentação financeira, com R$ 1,1 bilhão injetados na economia estadual. O maior impacto econômico ocorreu em Caruaru chegando a R$ 737,6 milhões nas festividades que atraíram mais de 4 milhões de participantes.

Geralmente, os festejos juninos em Caruaru começam antes do dia do São João e vão, pelo menos até o dia de São Pedro, celebrado no dia 29 de junho. Este ano, a programação começou no dia 10 de abril. Ainda no interior de Pernambuco, outras cidades foram impactadas pelos festejos juninos, como Gravatá, Surubim, Bezerros e Petrolina. As três primeiras ficam no Agreste e a última no Sertão do São Francisco.

O economista da Fecomércio Pernambuco, Rafael Lima, argumenta que o calendário de eventos religiosos influencia diretamente a dinâmica econômica dos municípios. “A concentração de público gera aumento da demanda e estimula a oferta de bens de consumo não duráveis e de serviços de apoio, como alimentação, transporte e hospedagem. Do ponto de vista financeiro, esse movimento acelera a circulação de capital e fortalece os pequenos negócios. Trata-se de um período que contribui para a recomposição de caixa de empreendedores e para a geração de renda de trabalhadores autônomos”, argumenta.

As festas de São João também contam com ações de grandes empresas que patrocinam a festa, como Natura, Boticário e Stellantis, uma das patrocinadoras da festa junina de Caruaru.

As festas juninas movimentam vários setores da economia como comércio, transporte e hospedagem. Foto: Fecomércio-PE/Divulgação

O turismo religioso reuniu milhares de pessoas em 2025

O turismo religioso também traz impactos econômicos, reunindo milhares de pessoas. No Recife, a Festa do Morro da Conceição reuniu cerca de 2,5 milhões de fiéis em 2025 e a celebração de Nossa Senhora do Carmo, padroeira da capital pernambucana, atraiu 300 mil devotos. Em São Joaquim do Monte, no Agreste Central, a 32ª edição da Romaria do Venerável Frei Damião, realizada em agosto, reuniu mais de 300 mil participantes, superando a média histórica de 200 mil pessoas registrada em anos anteriores.

Os impactos econômicos dos eventos religiosos também alcançam a economia popular. Ambulantes e barraqueiros cadastrados pelas prefeituras encontraram nesses eventos uma oportunidade de geração de renda por meio da venda de produtos típicos, artesanato e artigos de devoção. A Fecomércio-PE destaca ainda que Pernambuco se consolidou como um dos principais destinos do turismo de fé no Brasil, acompanhando a tendência nacional de movimentação do segmento religioso. O Ministério do Turismo estima uma movimentação anual de R$15 bilhões para o segmento religioso no Brasil.

Para o presidente da Fecomércio Pernambuco, Bernardo Peixoto, as celebrações religiosas exercem um papel que vai além da movimentação econômica. “Mais do que a geração de renda para a população, esses eventos fortalecem a fé, preservam tradições e valorizam o patrimônio cultural do nosso estado. Celebrações como a Festa do Morro da Conceição e a Missa do Vaqueiro reúnem milhares de pessoas em momentos de devoção e aproximação espiritual. Ao mesmo tempo, impulsionam a atividade econômica, beneficiando famílias que encontram oportunidades na comercialização de alimentos, artigos religiosos e na prestação de serviços durante os eventos”, conclui.

O estudo da Fecomércio-PE também faz um alerta: sustentar esse potencial, no entanto, exige mais do que um calendário movimentado. Depende também da preservação dos espaços e bens culturais que dão apoio à experiência religiosa e tornam os destinos atrativos ao longo do ano com iniciativas de preservação do patrimônio histórico. Entre 2022 e 2025, o Serviço Social do Comércio (Sesc-PE) destinou mais de R$ 500 mil ao Museu de Arte Sacra de Goiana e investiu mais de R$ 180 mil em ações de restauração e preservação em parceria com as secretarias municipais de Cultura e Turismo, segundo informações da Fecomércio-PE.

*Com informações da Fecomércio-PE

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