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Com Bahia e Maceió no topo, Nordeste concentra 39% do turismo doméstico

Anuário Braztoa 2026 mostra que a região liderou o faturamento nacional das operadoras; Bahia foi o estado mais vendido e Maceió, a cidade mais procurada
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  1. Nordeste concentra 39% do turismo doméstico.
  2. Maceió é a cidade mais vendida do Brasil.
  3. Bahia é o estado mais vendido do país.
  4. Turismo interno movimentou R$ 18,66 bilhões em 2025.
  5. Destinos nordestinos líderam a preferência dos viajantes.
Maceió lidera preferência de viajantes em 2025 segundo Braztoa
Maceió foi a cidade mais vendida em 2025 pelas operadoras de turismo e consolidou destino na prateleira nacional. Foto: Lucas Meneses

O Nordeste consolidou em 2025 sua posição como principal destino do turismo doméstico vendido pelas operadoras brasileiras. Dados do Anuário elaborado pela Associação Brasileira das Operadoras de Turismo (Braztoa) mostram que a região concentrou 39% do faturamento e 35% dos embarques nacionais comercializados pelas empresas associadas à entidade. Nesse cenário, Maceió aparece como a cidade mais vendida do Brasil, reforçando o peso de Alagoas na prateleira das viagens nacionais.

O desempenho ocorre em um mercado doméstico que movimentou R$ 18,66 bilhões em 2025, o equivalente a 77,9% do faturamento total das operadoras Braztoa. Em volume, foram 7,10 milhões de embarques para destinos nacionais, cerca de 73,1% do total registrado pelas empresas no período. O resultado confirma o turismo interno como principal base de sustentação das operadoras, mesmo em um ambiente ainda marcado por oscilações no mercado internacional.

Além da liderança regional, o ranking dos destinos mais vendidos mostra a força do Nordeste na disputa nacional por turistas. A Bahia aparece como o estado mais vendido do país, seguida por Pernambuco e Alagoas. O ranking estadual segue com São Paulo, Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul, Ceará, Rio Grande do Norte, Paraná e Minas Gerais.

Entre as cidades, Maceió ocupa a primeira posição, à frente de Rio de Janeiro, São Paulo, Salvador, Natal, Porto de Galinhas, Porto Seguro, Recife, Fortaleza e Gramado.

Para a Braztoa, os destinos nordestinos que aparecem liderando a preferência dos viajantes compartilham “clima favorável ao longo do ano, diversidade de paisagens litorâneas e uma oferta estruturada de hospedagem e serviços, além de uma ampla variedade de experiências que vão do descanso à cultura e ao entretenimento”.

Maceió no topo das cidades mais vendidas

A liderança de Maceió entre as cidades mais vendidas coloca a capital alagoana em uma vitrine nacional. O desempenho reforça o avanço do destino nos canais de comercialização das operadoras e amplia a relevância do turismo como vetor de geração de receita para a economia local.

Para o secretário de Estado do Turismo de Alagoas, Paulo Kugelmas, o resultado reflete o trabalho de promoção do destino nos mercados nacional e internacional e reforça o impacto econômico da atividade. “Esse fluxo consolida a economia local ao gerar cada vez mais emprego e renda para os alagoanos”, afirmou.

O relatório também aponta que o destino tem desafios para superar, como ampliação da conectividade, qualificação da mão de obra, diversificação da oferta turística e distribuição do fluxo para além dos roteiros mais tradicionais.

No caso de Alagoas, o crescimento da demanda por Maceió abre espaço para integrar melhor outros territórios turísticos, como o litoral norte, o litoral sul, a região das lagoas, os cânions do São Francisco e experiências ligadas à cultura e à gastronomia.

Anuário Braztoa atesta liderança da Bahia no turismo nacional Foto Tatiana Azeviche Ascom SeturBA_0
Bahia liderou como estado mais vendido em 2025 entre operadoras de turismo, segundo ranking elaborados pela Braztoa. Foto Tatiana Azeviche Ascom SeturBA

Bahia lidera entre os estados

No ranking estadual, a Bahia aparece como o principal destino vendido pelas operadoras no Brasil e tem ainda Salvador e Porto Seguro como quarto e sétimas cidades mais vendidas no ano.

Para o titular da Secretaria de Turismo da Bahia, Maurício Bacelar, o resultado demonstra a eficiência das políticas públicas voltadas para o setor.

“Mais uma entidade importante confirma a liderança dos baianos no turismo nacional, fruto dos investimentos do Governo do Estado em infraestrutura, qualificação, promoção, diversificação da oferta de novos produtos e experiências, com ampliação da conectividade aérea. Abandonar a concorrência no Nordeste e destinos do Sudeste mostra o protagonismo da Bahia na atividade e aumenta a nossa responsabilidade para seguirmos liderando, com novos avanços”, ressaltou o secretário.

O setor privado baiano também projeta expansão. Segundo o CEO da Itaparica Tour, Cláudio Maia, a expectativa é de aumento de 40% nas vendas em 2026. “O sucesso da Bahia está no cuidado que o governo estadual tem com o turismo, fazendo investimentos de resultado. Com isso, toda a cadeia produtiva do setor fica satisfeita e vem o impacto na economia, gerando mais renda para os baianos”, destacou.

Turismo regional movimenta cadeia produtiva

O impacto das vendas domésticas vai além das operadoras. Segundo o Anuário Braztoa 2026, o mercado nacional registrou mais de 19 milhões de diárias comercializadas no ano passado. Esse volume representa demanda direta para hotéis, pousadas, resorts, transporte, agências, bares, restaurantes, passeios, guias, comércio local e serviços ligados ao turismo.

A força do Nordeste nesse mercado mostra que a região deixou de ser apenas uma vocação natural para o turismo e passou a ocupar uma posição de maior relevância econômica na estrutura de vendas do setor. Para os destinos, o desafio agora é transformar liderança em maior permanência, gasto médio, interiorização do fluxo e investimentos capazes de ampliar os efeitos do turismo sobre a economia regional.

Mesmo com o protagonismo como destino, o Nordeste ainda tem espaço para crescer como mercado emissor. O Anuário mostra que a origem dos embarques nacionais segue concentrada no Sudeste, responsável por 66% dos passageiros, enquanto o Nordeste responde por 8%. O dado revela uma assimetria importante: a região é a mais vendida como destino, mas ainda participa menos como ponto de partida das viagens organizadas pelas operadoras.

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