
A SpaceX realizou seu IPO e levantou US$ 75 bilhões, em uma operação que avaliou a companhia em US$ 1,77 trilhão. A oferta envolveu 555,6 milhões de ações, equivalentes a 4,2% do total da empresa.
A SpaceX passou a ocupar o topo entre as empresas americanas de maior valor de mercado. Como destacou a CNN, o número coloca a companhia de Elon Musk à frente de gigantes como Tesla, avaliada em US$ 1,499 trilhão; Meta, com US$ 1,422 trilhão; Micron Technology, com US$ 1,123 trilhão; Berkshire Hathaway, com US$ 1,047 trilhão; Eli Lilly, com US$ 1,035 trilhão; e Walmart, com US$ 958 bilhões. O dado mostra a força da nova economia espacial no mercado financeiro global.
Com esse valor de mercado, a empresa de Elon Musk passa a figurar entre as companhias mais valiosas do mundo. A avaliação da SpaceX equivale a 76% do PIB do Brasil e supera a de economias inteiras, como Taiwan, cujo PIB é de US$ 977 bilhões; Irlanda, com US$ 779 bilhões; Suécia, com US$ 760 bilhões; e Singapura, com US$ 660 bilhões.
O IPO na Nasdaq mostra que é crescente o interesse do mercado por empresas ligadas à economia espacial, mas também é verdade que a SpaceX tem sua imagem muito atrelada à figura de Elon Musk, que atrai muito interesse de investidores individuais.
Ciro Reis, colunista do CNN Money, faz um alerta de que o entusiasmo em torno da SpaceX pode carregar risco de bolha. Ele compara o cenário a momentos em que o mercado criou expectativas excessivas sobre determinados ativos, inflando preços antes que os resultados reais justificassem essas avaliações.
A ideia central é que a SpaceX tem forte apelo por estar associada à inovação, à economia espacial e à imagem de Elon Musk, mas, após o IPO, terá que provar trimestralmente que vale o preço atribuído pelo mercado.
Reis afirma que o investidor individual deve ter cautela, porque costuma entrar nesse tipo de operação com menos informação do que grandes instituições e pode ser mais vulnerável ao entusiasmo coletivo.
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