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Empresas adotam IA, mas falham em obter resultados, diz pesquisa da Amcham

A IA é apenas um dos capítulos da pesquisa da Amcham, que reflete um desafio mais amplo das empresas: conseguir executar suas estratégias
Patricia Raposo
Patricia Raposo
De Recife CEO do Movimento Econômico [email protected]
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~4:44
  1. Empresas adotam IA, mas não obtém resultados.
  2. Pesquisa da Amcham ouviu 629 executivos.
  3. IA é prioridade estratégica em 2026.
  4. Maturidade no uso corporativo é limitada.
  5. Apenas 3% obtiveram receita com IA.
Abrão Neto, CEO da Amcham, apresenta pesquisa sobre IA
Abrão Neto, CEO da Amcham Brasil, apresentou a pesquisa Panorama Liderança 2026 no Recife/Foto: Movimento Econômico

A inteligência artificial deixou de ser tendência, como ocorreu em 2024 e 2025, para se consolidar como prioridade estratégica das empresas em 2026. No entanto, o avanço dessa tecnologia parece não acompanhar a mesma velocidade de sua aplicação com resultados concretos nas empresas.

É nessa direção que aponta a pesquisa Panorama Liderança 2026, realizada pela Amcham Brasil em parceria com a Humanizadas, junto a 629 executivos de diferentes setores. O estudo foi apresentado no CEO Fórum da Amcham, nesta quarta-feira, no Recife, por seu líder, Abrão Neto.

O levantamento mostra que a barreira inicial de adoção da tecnologia foi superada, mas a maturidade no uso corporativo ainda é limitada, com aplicações concentradas em iniciativas isoladas e pouco integradas aos negócios.

Sem receita, IA não faz milagre

Segundo a pesquisa, a maioria das corporações ainda está no primeiro estágio da IA, com 84% dos entrevistados utilizando inteligência artificial apenas de forma pontual. Além disso, 77% das organizações não possuem orçamento específico para IA ou investem menos de 2% nessa frente.

Pelo que parece, a IA vem avançando mais rapidamente do que a capacidade das empresas de integrá-la estrategicamente às operações. Abrão Neto avalia que a falta de recursos consistentes compromete o desenvolvimento de projetos robustos, desde a definição de objetivos até a mensuração de valor.

A escassez de mão de obra qualificada também é um entrave para ampliar o uso da inteligência artificial nas empresas brasileiras. O problema é apontado por 43% dos executivos entrevistados.

As dificuldades são estruturais e estão ligadas à execução, à liderança e à integração tecnológica. Resultados concretos ainda são restritos a poucos casos. Apenas 3% afirmaram que a IA gerou novas receitas e vantagem competitiva, enquanto, para 61% dos respondentes, a tecnologia entregou pouco ou nenhum resultado relevante aos negócios até o momento.

A IA é apenas um dos capítulos da pesquisa, mas reflete um desafio mais amplo: transformar estratégia em lucro. Esse desafio de executar estratégias é a principal conclusão do Panorama Liderança 2026. Quatro em cada dez executivos afirmam que as empresas enfrentam dificuldades na tradução da estratégia em execução. Para os mais jovens, entre 25 e 34 anos, a execução trava por falta de clareza (63,6%). Já para os mais experientes, entre 55 e 65 anos ou mais, o problema está na falta de recursos (82,5%).

Em resumo, o desafio das lideranças em 2026 não é trabalhar mais, mas escolher e comunicar o que realmente importa. As três maiores lacunas da liderança brasileira não estão relacionadas às hard skills, e sim às soft skills. “Não falta técnica, mas capacidade de se relacionar, desenvolver pessoas e comunicar”, aponta a pesquisa. Em relação ao uso da IA, o estudo conclui: “A IA só entrega seu valor quando a liderança evolui junto”.

Estados Unidos
Foto: Pixabay

Tarifas

Sobre as tarifas impostas pelos Estados Unidos às exportações brasileiras, Abrão Neto, CEO da Amcham Brasil, afirmou que a entidade tem direcionado esforços para evitar a aplicação de sobretaxas que podem alcançar 37,5% em dois processos distintos. Além da recomendação de tarifa de 25% sobre práticas consideradas injustas ou discriminatórias contra empresas americanas, outra possível cobrança de 12,5% pode ser acrescentada em uma segunda apuração relacionada a trabalho forçado. Caso confirmadas, as medidas podem afetar uma parcela relevante das exportações brasileiras, especialmente do setor industrial, atualmente o mais exposto ao mercado americano.

Move Brasil

O programa Move Brasil, do Governo Federal, deve beneficiar cerca de 1,4 milhão de taxistas e motoristas por aplicativo com crédito para a compra de veículos 0 km de até R$ 150 mil. Para atender esse público, o Grupo Parvi lançou o Move+, iniciativa que reúne atendimento especializado e condições diferenciadas de financiamento em concessionárias de marcas como Toyota, BYD, Hyundai, Fiat, Volkswagen e Jeep.

Nova gestão

A nova diretoria do Sescap-PE toma posse nesta quinta-feira (11), em evento marcado para as 19h30, no auditório do JCPM, no Recife. O contador Érico Morais comandará a entidade no período de 2026 a 2030, ao lado do vice-presidente Cleto Leite de Siqueira.

São João

A Luck Receptivo projeta crescimento de 10% na operação junina e reforça sua estrutura para atender à alta demanda de turistas rumo à maior festa de São João do Brasil.

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