
A BYD vai iniciar na sua unidade em Camaçari, na Bahia, a fabricação do seu primeiro modelo automotivo flex. O BYD Atto 2 DM-i Flex vai unir a eletrificação com a possibilidade de abastecimento com gasolina ou etanol. A previsão é que a venda nacional seja iniciada no segundo semestre.
Segundo divulgou a empresa chinesa, o Brasil foi escolhido para receber essa expansão e agregar a tecnologia super-híbrida DM-i, associada a um motor flex. A marca vai adotar no Brasil a mesma padronização de nomenclatura já utilizada em mercados como o europeu para o veículo, o Atto 2, facilitando a identificação do seu portfólio em escala global.
Os veículos chegarão ao mercado brasileiro em duas versões: a GS e GL, ambas equipadas com bateria Blade, com capacidade de 18,03 kWh na versão GS (com potência de carregamento AC de 6,6 kWh) e 7,85 kWh na configuração GL.
O modelo estará disponível a partir de R$ 149.990 na opção de venda direta. Já a opção GS chegará aos concessionários a partir de R$ 169.990. Segundo a montadora, os pedidos de reserva podem ser realizados a partir desta quarta-feira (10) na rede BYD.
O vice-presidente sênior da BYD do Brasil e head de marketing e comercial da BYD Auto, Alexandre Baldy, disse que o novo modelo reforça o Brasil como um polo estratégico para o futuro da mobilidade da marca.
“Nossos times de engenharia no Brasil e na China trabalharam juntos para unir a nossa liderança global em eletrificação à vocação brasileira para os biocombustíveis. Queremos entregar a melhor experiência da tecnologia DM-i no segmento que mais cresce no País”, afirmou.
BYD integra eletrificado com combustível brasileiro
O novo modelo que será produzido em Camaçari, na Bahia, a estreia a tecnologia DualMode 5.0 da BYD aplicada ao sistema flex. O sistema utiliza o motor elétrico para a tração na maior parte do tempo, apoiado por uma nova geração de motor a combustão de 1,5 litro de alta eficiência.
O propulsor foi desenvolvido para extrair o máximo rendimento energético, podendo atingir eficiência térmica de até 46,06%, entregando potência de pico de 72 kW e torque de pico de 124 Nm. Ele atua primariamente como gerador e assume a tração direta apenas em situações de carga pesada.
“Desenvolvemos um conjunto propulsor que entrega 300 Nm de torque combinado em ambas as versões, garantindo acelerações fortes e agilidade para o uso urbano e rodoviário. A versão GL entrega 177 cv de potência combinada e vai de 0 a 100 km/h em 8,5 segundos. Já a GS atinge 197 cv e cumpre a mesma prova em 8,4 segundos”, detalha Alexandre Aquino, diretor de produto da BYD Auto Brasil.
Segundo a BYD, o modelo se destaca pela eficiência energética em ambas as opções de combustível. Abastecido exclusivamente com etanol, a autonomia combinada atinge até 770 km (ciclo NEDC). Já com gasolina, o alcance total chega a até 1.045* km na versão GS e 1.000* km na versão GL. O alcance no modo 100% elétrico é de até 110 km na configuração GS e 45 km na GL, garantindo ampla versatilidade para o uso diário. O motorista conta ainda com quatro modos de condução para diferentes situações de rodagem: Eco, Normal, Sport e Neve.

Atto 2 DM-i Flex produzido no Brasil aposta em conectividade
O BYD Atto 2 DM-i Flex se posicionará no segmento de SUVs com 4,33 metros de comprimento e porta-malas de 455 litros. Desde a versão de entrada, o modelo traz painel digital e central multimídia integrada. O destaque tecnológico fica para a versão topo de linha (GS), que traz embarcado o Google Automotive Services (com Google Maps e Assistant nativos, sem dependência do celular), carregamento por indução de 50W e o pacote de segurança assistida ADAS 2 (com controle de cruzeiro adaptativo e alerta de colisão).
Para o mercado brasileiro, a fabricante oferece garantia de seis anos para o veículo e oito anos para a bateria Blade, ambas com limite de 200 mil km.
Camaçari avança na produção local
A BYD avançou na nacionalização de sua produção em Camaçari (BA) ao iniciar a montagem interna do Cross Car Beam (CCB), estrutura estrutural que sustenta sistemas vitais como direção, airbags e painel. Antes importado totalmente pronto, o componente agora chega desmontado e passa por processos automatizados de soldagem e calibragem na unidade baiana. A operação foi viabilizada após a instalação de um robusto lote de robôs de alta precisão e equipamentos industriais de grande porte que desembarcaram no país no fim do ano passado.
Segundo Alexandre Baldy, a iniciativa faz parte da estratégia para atingir a meta contratual de 50% de conteúdo nacional nos veículos até o fim deste ano. Além de consolidar a fábrica como um dos principais polos da montadora fora da China, a internalização do processo visa atrair fornecedores brasileiros para a cadeia de suprimentos, gerando inteligência industrial e sustentabilidade econômica de longo prazo para a região Nordeste.
Leia Mais: Pequenos negócios puxam nova rota do crédito do BNDES no Nordeste










