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Florada dos ipês chega ao Cânion do Rio Poti com visitação em alta no Piauí

Ipês amarelos, roxos e brancos abrem temporada de junho a novembro no Cânion do Rio Poti, parque piauiense de 25 mil hectares e arte rupestre milenar. Visitação já subiu 21,3% em 2026
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  1. Região do Cânion do Rio Poti é rica em biodiversidade.
  2. O parque tem 25 mil hectares de área.
  3. Florada dos ipês ocorre de junho a novembro.
  4. Visitação no local aumentou 21,3% em 2026.
  5. Reestruturação do parque está em andamento.
Florada dos ipês transforma Cânion do Rio Poti e impulsiona turismo em um dos maiores santuários arqueológicos das Américas
Pela primeira vez em mais de uma década de observação da região, foi possível captar com riqueza de detalhes a explosão de cores da florada de ipês no Cânion do Rio Poti. Foto: Ascom Semarh

Imagens inéditas da florada dos ipês no Cânion do Rio Poti, unidade de conservação de 25 mil hectares criada em 2016 entre os municípios de Buriti dos Montes, Juazeiro do Piauí e Castelo do Piauí, a 250 km de Teresina, revelam pela primeira vez em mais de 12 anos de observação da região a explosão de cores sobre os 140 km de paredões rochosos que abrigam um dos maiores complexos de gravuras rupestres pré-históricas ao ar livre das Américas. O registro é do ambientalista e pesquisador Dionísio Carvalho, que acompanha a área desde 2013.

A temporada das flores vai de junho a novembro. Cada árvore permanece florida por apenas sete a dez dias, mas a floração escalonada entre ipês amarelos, roxos e brancos mantém a paisagem colorida por vários meses sobre as formações rochosas. Entre os atrativos estão a “pedra furada” e a enigmática formação conhecida como “catedral”, esculpida pela água ao longo de milhões de anos em meio à caatinga e ao cerrado de transição. Gravuras e pinturas rupestres milenares de povos ancestrais completam o acervo do parque.

Florada dos ipês transforma Cânion do Rio Poti e impulsiona turismo em um dos maiores santuários arqueológicos das Américas
Cânio do Rio Poti abriga um dos maiores complexos de gravuras rupestres pré-históricas ao ar livre das Américas. Foto: Ascom Semarh

Cânion tem aumento de turistas

O cânion já vinha registrando crescimento de demanda antes da temporada começar. Dados da Secretaria do Meio Ambiente e Recursos Hídricos (Semarh) mostram que 1.687 pessoas realizaram passeios náuticos com condutores capacitados pelo órgão entre janeiro e maio de 2026, contra 1.328 no mesmo período de 2025, alta de 21,3% e diferença absoluta de 359 visitantes. A expectativa do governo é que a divulgação das imagens amplie ainda mais o fluxo nos próximos meses.

Para acomodar a demanda crescente, o governo piauiense executa a maior reestruturação já realizada no parque. A primeira etapa inclui guarita, portal de acesso, Central do Turista, píer ampliado e modernizado, escadaria, estacionamento e urbanização da área destinada a permissionários. Uma segunda fase prevê área de espera, sede administrativa, ponte metálica e restaurante mirante.

O secretário estadual do Meio Ambiente e Recursos Hídricos, Feliphe Araújo, disse que o objetivo é preparar o parque para receber visitantes com qualidade, fortalecendo o turismo sustentável e gerando oportunidades para as comunidades locais.

*Com informações do Governo do Piauí

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