
A Praia de Atins, vila de pescadores na foz do rio Preguiças em Barreirinhas (MA) e porta de entrada do Parque Nacional dos Lençóis Maranhenses, ficou em 7º lugar no ranking Best Beaches in the World Corona 2026, divulgado na segunda-feira, 8 de junho, em comemoração ao Dia Mundial dos Oceanos. A lista é organizada pela cervejaria Corona em parceria com a Oceanic Global com curadoria de especialistas que incluiu oceanógrafos, surfistas e mergulhadores, e avalia cada praia com base em três critérios: cultura à beira-mar, conexão com a natureza e estética cênica.
O topo da lista é ocupado por Zlatni Rat, em Bol (Croácia), seguida por Agia Anna, em Naxos (Grécia), Aiguablava, em Begur (Espanha), Praia de Alegria, nas Filipinas, e Anakena, na Ilha de Páscoa (Chile). O Brasil posicionou 11 praias entre as 100 melhores do mundo, sendo Atins classificada no nível máximo da avaliação — o inesquecível —, no qual figuram apenas 16 praias em todo o planeta.
O Nordeste responde por seis das onze colocações brasileiras. A Baía do Sancho, em Fernando de Noronha (PE), aparece em 10º lugar global, acessível apenas por mar ou descendo uma escadaria íngreme no penhasco, com visitação rigorosamente controlada, plástico proibido e guias treinadas em conservação. A Praia do Madeiro, em Tibau do Sul (RN), ocupa o 46º lugar, descrita como santuário ecológico famoso pelos avistamentos de golfinhos ao longo de todo o ano e ligado ao Projeto Tamar.
A Praia de São Miguel dos Milagres, em São Miguel dos Milagres (AL), na Rota Ecológica dos Milagres, está na 85ª posição e inserida na maior área de preservação marinha do Brasil, lar de peixes-bois ameaçados e corais vibrantes. A Praia da Engenhoca, em Itacaré (BA), no 77º lugar, é acessível apenas por trilha na mata atlântica, rota que passa por antigas plantações de cacau reformadas para floresta, e preserva tradições afro-brasileiras e de capoeira. A Praia de Taipu de Fora, na Península de Maraú (BA), no 92º lugar, tem piscinas de recifes que se estendem por um quilômetro, ideais para snorkeling na maré baixa.





Praias brasileiras da regiões Norte, Sul e Sudeste
A Ilha do Amor, em Alter do Chão (PA), figura na 44ª posição com suas águas calmas e transparentes formadas pelo encontro dos rios Tapajós e Arapiuns. O banco de areia fluvial, que emerge sazonalmente entre julho e fevereiro, é um dos destinos de ecoturismo mais procurados da Amazônia e referência nacional de turismo sustentável.
As quatro praias do Sul e Sudeste completam a representação brasileira. A Praia de Copacabana, no Rio de Janeiro (RJ), aparece em 24º lugar; a Praia do Bonete, em Ilhabela (SP), no 78º; a Praia do Rosa, em Imbituba (SC), no 79º; e o Saco do Mamanguá, em Paraty (RJ), no 83º lugar — uma enseada de águas calmas cercada por mata atlântica na Costa Verde fluminense.
Conservação e impacto ambiental
O Corona Beach 100 está atrelado a um programa de conservação marinha desenvolvido com a Oceanic Global, com três eixos de atuação: subsídios diretos para proteção dos ecossistemas das praias selecionadas, verificação de sustentabilidade em negócios e eventos locais e educação ambiental para o público global. Até o momento, o programa financiou 11 subsídios globais, evitou 2,6 milhões de quilos de plásticos de uso único, interceptou mais de 1,35 milhão de quilos de plástico em 19 rios, reciclou 54.000 quilos de materiais e engajou 125.000 consumidores em iniciativas de sustentabilidade verificadas em 16 países.
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