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Petrolina vira hub de genética vegetal com expansão de centro de pesquisa da GDM

Com transferência de berçário de testes do Tocantins para Petrolina, unidade projeta semear 1,5 milhão de parcelas e atrair novos talentos científicos
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  1. GDM transforma estação em Petrolina em unidade multicultura.
  2. Expansão aumenta cultivo em 125% em Petrolina.
  3. Estação experimental ocupa 450 hectares cultivados.
  4. Geração de 1,5 milhão de parcelas multicrop.
  5. Petrolina se torna hub de genética vegetal.
Unidade GDM em Petrolina
Expansão da estação em Petrolina aumenta cultivo em 125%, com 1,5 milhão de parcelas multicrop, segundo informou GDM. Foto: Divulgação

A GDM, empresa argentina de desenvolvimento genético agrícola, reorganizou sua estrutura de Pesquisa e Desenvolvimento (P&D) no Brasil e transformou sua estação em Petrolina (PE) na primeira unidade multicultura do grupo no mundo. Como parte dessa estratégia voltada para a eficiência e o crescimento no Cerrado e no Nordeste, a companhia anunciou a transferência das atividades do berçário de pesquisa de soja que antes funcionavam em Porto Nacional, no Tocantins, para o sertão pernambucano.

A mudança coloca em evidência o sertão pernambucano como um laboratório avançado que vai estudar, desenvolver e testar soja, milho, sorgo, girassol e trigo ao mesmo tempo.

Segundo informou a GDM, a estação experimental de Petrolina deu um salto de 125% em sua área física, saindo de 200 hectares para cerca de 450 hectares cultivados para fins de pesquisa.

Com essa expansão, a cidade pernambucana será responsável pela geração de 1,5 milhão de parcelas multicrop (estação multi-culturas) semeadas para abastecer programas de melhoramento em escala internacional.

Para a companhia, do ponto de vista técnico e climático, o sertão pernambucano reúne condições ideais de isolamento e controle para o desenvolvimento de germoplasma de forma segura, permitindo testes rápidos com materiais genéticos vindos de diferentes partes do país.

“A transição amplia a escala das operações na região e reforça o papel da unidade pernambucana como um hub integrado de inovação. A integração das atividades permite otimizar recursos, promover maior proximidade entre equipes e intensificar a troca de conhecimento entre diferentes culturas”, destaca Murilo Viotto Del Conte, BR Nursery Executive Manager da GDM.

Atração de investimentos e talentos para Petrolina

Historicamente marcada pelos desafios climáticos na agricultura convencional, Petrolina passa a atuar como um vetor de desenvolvimento técnico para o cultivo de grandes culturas anuais. A infraestrutura expandida projeta atrair novos talentos científicos para o Nordeste e fortalecer a cadeia de valor do agronegócio regional.

Como parte dessa evolução, a GDM anunciou também a transição das atividades do Nursery de soja, atualmente conduzidas em Porto Nacional (TO), para Petrolina. A mudança está alinhada às prioridades de longo prazo da companhia, ampliando a escala das operações na região e reforçando o papel da unidade pernambucana como um hub integrado de inovação.

Segundo a empresa, a integração das atividades vai permitir otimizar recursos, promover maior proximidade entre equipes e intensificar a troca de conhecimento entre diferentes culturas.

“A consolidação da estrutura acompanha um plano de crescimento consistente, que combina investimentos em infraestrutura, tecnologia e pessoas. Com isso, a GDM reforça seu papel como agente de transformação no território em que atua, conectando ciência de ponta à realidade local”, explica Paulo Roberto Scaranello, Global Facilities & HSE Executive Manager da GDM.

O grupo GDM opera atualmente em 16 países, contando com uma estrutura de 4.800 colaboradores e atua na pesquisa, desenvolvimento e comercialização de produtos com propriedade intelectual em genética vegetal para culturas extensivas.

Região do Matopiba dá salto produtivo agrícola

A transferência estratégica das pesquisas de soja do Tocantins para Pernambuco acompanha a forte consolidação do Matopiba como a principal fronteira agrícola do país. Dados da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) e de levantamentos do setor indicam que a produção total de grãos na região registrou um avanço de 84,32% na última década, mantendo uma média de expansão de 8,43% ao ano.

O protagonismo fica por conta da cultura da soja, cuja colheita nos territórios do Maranhão, Tocantins, Piauí e Bahia saltou expressivos 114% no acumulado das últimas dez safras.

De acordo com os levantamentos da Conab, o Brasil caminha para fechar uma safra recorde de 358 milhões de toneladas, impulsionada pelo desempenho histórico da soja, com previsão de atingir inéditas 179,7 milhões de toneladas. Esse volume massivo de produção exige do mercado sementes com tetos produtivos cada vez maiores e adaptadas ao clima do Cerrado, o que joga luz sobre o papel da engenharia genética e de estruturas de pesquisa expandidas.

Leia Mais: PE e BA integrarão leilão ferroviário e Transnordestina bate recorde de trilhos

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