
O Senai Park, em Pernambuco, lançou oficialmente, nesta semana, o projeto de Sistemas Avançados de Assistência ao Motorista ou – ADAS, na sigla em inglês – , que vai desenvolver no Brasil um sensor radar para trazer soluções que promovam a segurança veicular, como a frenagem automática – que consegue identificar o risco de colisão e acionar os freios do veículo sem a intervenção do motorista – e assistência de permanência em faixa. A iniciativa receberá investimento de R$ 42 milhões nos próximos três anos e pretende nacionalizar esta tecnologia que, atualmente, é importada. A partir de janeiro de 2029, todos os veículos fabricados no Brasil deverão ter este tipo de sistemas.
“A ideia é que nós tenhamos uma planta piloto aqui em Pernambuco que vai nacionalizar parte da fabricação desses sistemas de sensores dos sistemas ADAS”, disse o diretor de Inovação e Tecnologia do Senai Pernambuco, Oziel Alves. A previsão é de que já tenha alguma operação neste sentindo em Suape no segundo semestre de 2027. Segundo ele, “a intenção é construir um grande centro de sistema ADAS de referência para o Brasil no Senai Park”.
Uma parte dos recursos a ser empregado no projeto está sendo bancado pelo Programa de Mobilidade Verde e Inovação (Mover) do governo federal e o restante por empresas do setor automotivo que participam do projeto. Coordenado pelo SENAI-PE/ISI TICs, a iniciativa reúne pesquisadores de universidades, institutos de pesquisa, como o Instituto Eldorado (SP), o ISI em Sistemas Embarcados (SC), a fmb, a ONMotus, a Universidade Federal de Pernambuco (UFPE) e a Universidade de Brasília (UnB), além das companhias Stellantis, Volkswagen, Volkswagen Caminhões e Ônibus, Alpha Plast, Tron, KRAH Group, Valeo e TE Connectivity.
O projeto também tem o apoio da Empresa Brasileira de Pesquisa e Inovação Industrial (Embrapii) e deve mobilizar cerca de 150 profissionais das mais diversas áreas das instituições e empresas envolvidas. Para o desenvolvimento do projeto serão utilizadas tecnologias como inteligência artificial e gêmeos digitais, permitindo acelerar testes e validações sem depender exclusivamente de protótipos físicos.
De acordo com Oziel Alves, o radar é responsável por detectar objetos à frente e medir com precisão distância e velocidade, enquanto a câmera identifica o tipo de objeto. A integração dessas informações permite que o sistema avalie o risco de colisão e acione automaticamente a frenagem quando necessário. O projeto também busca desenvolver localmente soluções de hardware, incluindo sensores periféricos, estrutura, circuito eletrônico e integração física do radar ao veículo.
“Estou muito feliz com esse projeto porque é uma soma de esforços da indústria automobilística, que é fundamental para o nosso País. Temos empresas e instituições de pesquisa e desenvolvimento juntas aqui. É só com essa soma de conhecimentos que estaremos prontos para enfrentar os nossos desafios”, afirmou o presidente da Federação das Indústrias do Estado de Pernambuco (Fiepe) e do Conselho Regional do Senai-PE, Bruno Veloso.
*Com informações do Sistema Fiepe
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