
O Brasil fechou novembro de 2025 com saldo de 85.864 vagas formais, formado por 1.979.902 admissões e 1.894.038 desligamentos, e chegou a 49,09 milhões de vínculos formais ativos no Novo Caged, que teve os números do penúltimo mês do ano divulgados nesta terça-feira (30) pelo Ministério do Trabalho e Emprego. O Nordeste respondeu por saldo de 35.645 no mês, participação de 41,5% do resultado nacional, patamar acima do que seria uma divisão uniforme por regiões.
Com saldo de 8.996 vagas em novembro, Pernambuco liderou o Nordeste e ficou como terceiro maior resultado do país no mês, atrás de São Paulo (31.104) e Rio de Janeiro (19.961), preservando o recorte regional dentro da hierarquia nacional do indicador.
O saldo do Nordeste em novembro ficou distribuído por Pernambuco (8.996), Bahia (8.763) e Ceará (5.874) na frente, com Paraíba (4.078) e Alagoas (3.046) na sequência, Maranhão (2.414), Sergipe (1.974) e Rio Grande do Norte (1.548) positivos, enquanto o Piauí fechou negativo em -1.048.
No acumulado de janeiro a novembro de 2025, o Nordeste soma saldo de 407.113 vagas, com 3.539.113 admissões e 3.132.000 desligamentos. A Bahia lidera o acumulado regional com 113.701, Pernambuco soma 81.687 e o Ceará registra 60.289, com Maranhão (35.868) e Paraíba (33.502) na sequência, e Piauí (23.475), Rio Grande do Norte (21.138), Alagoas (19.614) e Sergipe (17.839) completando o recorte. Em 2023, o saldo foi de 1,455 milhão; em 2024, 1,678 milhão.
Setores e acumulado de empregos formais do Brasil em 2025
Em novembro, o saldo ficou positivo em dois grupamentos no país, com Comércio (78.249) e Serviços (75.131), e negativo em Agropecuária (-16.566), Construção (-23.804) e Indústria (-27.135). No comércio, o mês concentrou resultado em produtos alimentícios, hipermercados e supermercados (17.886) e no varejo de vestuário e acessórios (17.362).
No acumulado de janeiro a novembro de 2025, o saldo nacional chegou a 1,89 milhão de vínculos. Serviços soma +1.038.470 (+4,5%) e concentra variação em informação, comunicação e atividades financeiras, imobiliárias, profissionais e administrativas (+409.148) e em administração pública, defesa e seguridade social, educação, saúde e serviços sociais (+317.540). Comércio registra +299.615 (+2,8%), com varejo (+186.268), atacado (+67.888) e reparação de veículos e motocicletas (+45.459). Indústria soma +279.614, Construção +192.176 e Agropecuária +85.276. No acumulado do ano (janeiro a novembro), houve saldo positivo em todos os grandes grupamentos avaliados.
Na Indústria, o saldo de +279.614 até novembro teve como maiores contribuições a fabricação de produtos alimentícios (+71.845) e a manutenção, reparação e instalação de máquinas e equipamentos (+20.304).
Na Construção, o saldo de +192.176 foi sustentado por construção de edifícios (+79.304), serviços especializados para construção (+58.051) e obras de infraestrutura (+54.821).
Na Agropecuária, o saldo de +85.276 até novembro teve como maiores contribuições o cultivo de laranja (+14.446), o serviço de preparação de terreno, cultivo e colheita (+8.979) e o cultivo de soja (+8.059).
Estados e salário
Em novembro, os maiores saldos absolutos foram São Paulo (31.104), Rio de Janeiro (19.961) e Pernambuco (8.996). Nas variações relativas, a Paraíba registrou +0,7%, Alagoas +0,6% e o Amazonas +0,6%. O recorte estadual do mês coloca o Nordeste em duas linhas ao mesmo tempo: Pernambuco entra no ranking nacional por volume e Paraíba e Alagoas entram pelo ritmo de crescimento relativo. A hierarquia do mês fecha com Pernambuco como terceiro do país e com duas UFs nordestinas no topo das taxas, combinação que reforça o peso regional no fechamento de novembro.
O salário médio real de admissão em novembro foi de R$ 2.310,78, ante R$ 2.305,00 em outubro, com aumento de R$ 67,95 em relação a novembro do ano anterior (+3,03%). A divulgação registra taxa de desemprego de 5,2%. A leitura do salário opera em dois planos no indicador: estabilidade na passagem mensal e ganho na comparação anual, mantendo o preço de entrada do emprego formal sem ruptura no curto prazo.
A taxa de 5,2% fixa o ambiente de mercado de trabalho na mesma divulgação que registra 49,09 milhões de vínculos formais ativos, conectando estoque elevado e remuneração de admissão com variação positiva frente ao ano anterior.
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