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Chinesa CEEC compra usina solar pioneira na PB por R$ 520 milhões

"CEEC Brasil, subsidiária da estatal chinesa China Energy, adquiriu por R$ 520 milhões as usinas Coremas I, II e III na Paraíba, com 93,41 MWp. Empresa planeja investir em manutenção e eficiência. Complexo opera desde 2020 com contratos LER
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Obras das usinas do complexo solar Coremas, na Paraíba, construído pela Rio Alto Energias Renováveis e adquirido pela CEEC Brasil, subsidiária da estatal chinesa China Energy Engineering Corporation. Foto: Rio Alto/Divulgação
Obras das usinas do complexo solar Coremas, da Rio Alto Energias Renováveis, na Paraíba, adquirido pela CEEC Brasil, subsidiária da estatal chinesa China Energy Engineering Corporation. Foto: Rio Alto

A CEEC Brasil, subsidiária do grupo estatal China Energy Engineering Corporation (CEEC), confirmou a aquisição das usinas fotovoltaicas Coremas I, II e III, localizadas no município de Coremas, na Paraíba. O valor da operação é de aproximadamente R$ 520 milhões, considerando o enterprise value das unidades adquiridas.

A informação foi publicada nesta quarta-feira (5) no perfil oficial da CEEC Brasil no LinkedIn e também noticiada pelo Valor Econômico. A aquisição marca a entrada da companhia no mercado brasileiro de energia renovável.

As três usinas somam 93,41 megawatts-pico (MWp) de capacidade instalada e operam sob contratos no modelo LER – Leilões de Energia de Reserva. O contrato de compra foi firmado no dia 4 de novembro com o FIP Coremas, fundo controlado pela joint venture dinamarquesa Nordic Power Partners, formada pela European Energy e o Impact Fund Denmark.

Chinesa CEEC planeja operar as usinas no longo prazo

Segundo o comunicado oficial, a CEEC Brasil pretende manter a operação das plantas por muitos anos, realizando investimentos para manutenção, melhoria da eficiência e cumprimento das obrigações associadas ao contrato LER. A empresa também manifesta interesse em ampliar sua atuação no setor por meio de projetos futuros em geração renovável, armazenamento de energia (BESS) e hidrogênio verde.

“A CEEC Brasil tem expertise para investir, desenvolver, implantar e operar ativos durante todo seu ciclo de vida”, afirmou o CEO da companhia, Rafael Qi, no comunicado. O executivo destacou ainda que a aquisição reforça o compromisso da empresa com o desenvolvimento socioeconômico sustentável do Brasil e da China, alinhado ao consenso estratégico dos países do BRICS.

A conclusão do negócio contou com suporte técnico das empresas IWMelcheds Advogados, Araújo Fontes, KPMG e Intertechne, conforme informado pela CEEC. A entrada no setor elétrico brasileiro complementa a presença da empresa em outros segmentos, como o de saneamento, onde opera a Estação de Tratamento de Água São Lourenço (SP) em regime de PPP com a Sabesp desde 2018.

Coremas: um polo solar no Sertão da Paraíba

As usinas adquiridas pela CEEC integram o Complexo Solar de Coremas, um dos projetos pioneiros em energia solar de grande porte no país, com outorga inicial concedida à brasileira Rio Alto Energia. O empreendimento foi desenvolvido em parceria com investidores internacionais, com financiamento do Banco do Nordeste e apoio institucional do Ministério de Minas e Energia.

Inauguradas em setembro de 2020, Coremas I, II e III estão conectadas ao Sistema Interligado Nacional por meio de linha de transmissão de 230 kV até a subestação da Chesf, no próprio município. Segundo a Chesf, o investimento inicial do projeto foi de R$ 482 milhões, com R$ 287 milhões financiados pelo Banco do Nordeste e R$ 195 milhões aportados pela empresa dinamarquesa parceira.

Geração solar na Paraíba e no Nordeste

Com cerca de 880 MW de capacidade instalada em energia solar, segundo dados da ANEEL, a Paraíba é destaque na matriz renovável do país. Os municípios do Sertão concentram os maiores empreendimentos do estado, impulsionados pela alta irradiação solar e por políticas de incentivo fiscal, como o programa FAIN.

No Nordeste, a energia solar representa aproximadamente 20% da potência instalada regional, consolidando-se como pilar da transição energética nacional. Estados como Bahia, Pernambuco e Piauí também concentram investimentos relevantes no setor.

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