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Obras hídricas sustentam concessão da Compesa até 2033, diz Almir Cirilo

Almir Cirilo, reforçou garantias estruturais que garantem segurança hídrica e sustentam a futura concessão da Compesa
Patricia Raposo
Patricia Raposo
De Recife CEO do Movimento Econômico [email protected]
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Almir Cirilo
O secretário de Recursos Hídricos de Pernambuco, Almir Cirilo, explica obras que garante distribuição de água/Foto: divulgaçao

Após manifestações de preocupação sobre a viabilidade do leilão da Compesa, especialmente quanto à dependência do fornecimento de água pelo Estado, o secretário de Recursos Hídricos e Saneamento, Almir Cirilo, reforçou garantias estruturais que sustentam a futura concessão. De acordo com o secretário, o Estado e a Compesa manterão a responsabilidade de prover água em quantidade e qualidade suficientes às concessionárias, conforme determina o Marco Legal do Saneamento.

“O compromisso do Estado e da Compesa é exatamente garantir que mais água chegue às regiões. Ao contrário de gerar insegurança, isso traz luz ao processo e demonstra claramente que há uma estratégia hídrica em execução para sustentar a concessão da Compesa”, afirmou Cirilo, durante coletiva sobre os preparativos para o leilão.

A fala vem após o Valor Econômico noticiar que interessados na concessão parcial da Compesa teriam dúvidas sobre a eficiência do atrelamento da concessão ao suprimento hídrico estatal. O secretário reforçou que o Estado vem executando uma série de obras estruturantes que visam ampliar de forma sustentável a disponibilidade de água em todo o território pernambucano até 2033 — prazo estabelecido pela legislação federal para a universalização dos serviços.

Entre os principais projetos está o Sistema Adutor do Agreste, que capta água do Eixo Leste da Transposição do Rio São Francisco. Atualmente abastecendo 10 cidades, o sistema deverá alcançar 23 municípios até 2026, com meta de chegar a 68 localidades na segunda fase. Outro eixo importante é a adutora da Barragem de Serro Azul, destinada a reforçar o abastecimento da Mata Sul e do Agreste.

Na Região Metropolitana do Recife, a maior aposta é a construção de uma nova barragem no Rio Ipojuca, a barragem do Engenho Maranhão, que deve dobrar a vazão assegurada dos atuais mananciais utilizados no sistema metropolitano. Trata-se de uma obra estruturante já prevista em planejamentos anteriores, e que permanece como prioridade do Estado para garantir o aumento sustentável da produção de água.

Segurança no abastecimento da Compesa

“O que estamos fazendo é preparar a infraestrutura para garantir que a futura concessionária receba água da Compesa com segurança operacional. São obras que já estavam previstas, muitas delas já em andamento, outras em licitação, e que compõem um pacote que garante previsibilidade aos investidores”, explicou Cirilo.

Além dessas frentes, o governo cita ainda a região da Agreste Meridional, considerada promissora para futuros projetos de preservação e expansão da oferta hídrica no interior.

Com essa estrutura, o Estado busca consolidar a base técnica e legal para atrair o investimento privado e dar robustez ao edital da concessão. “Estamos fazendo o dever de casa. O novo operador terá, sim, as condições necessárias para cumprir as metas previstas em contrato”, concluiu o secretário.

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