
Os parques nacionais de Jericoacoara, no Ceará, Fernando de Noronha, em Pernambuco, e Lençóis Maranhenses, no Maranhão, foram os mais visitados do Nordeste em 2024, consolidando a região como um dos principais polos do turismo sustentável no país. Dados do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio) apontam que as Unidades de Conservação federais brasileiras registraram 25,5 milhões de visitas no ano, com um aumento de 3,8% em relação a 2023.
Somente as unidades nordestinas somaram 3.694.933 visitas. O Parque Nacional de Jericoacoara liderou a região com 1.546.774 visitantes, sendo o terceiro mais procurado do país. A Área de Proteção Ambiental de Fernando de Noronha – Rocas – São Pedro e São Paulo registrou 706.879 visitas, enquanto o Parque Nacional Marinho de Fernando de Noronha recebeu 673.215 entradas. Já o Parque Nacional dos Lençóis Maranhenses contabilizou 440.028 visitantes.
Outros parques de destaque foram o Parque Nacional de Ubajara, também no Ceará, com 238.377 visitas, o Parque Nacional da Serra da Capivara, no Piauí, com 39.614 registros, além do Parque Nacional de Sete Cidades, também no Piauí, e do Parque Nacional do Catimbau, em Pernambuco.
Parques nacionais têm recorde de visitação
Os parques nacionais brasileiros alcançaram um novo recorde de visitação em 2024, com 12,5 milhões de entradas registradas, representando um aumento real de 3,8% em relação ao ano anterior. O levantamento do ICMBio) também aponta que, considerando todas as categorias de Unidades de Conservação (UCs) federais monitoradas, o total de visitas ultrapassou 25,5 milhões, distribuídas em 161 unidades em todo o país .
O Parque Nacional da Tijuca, no Rio de Janeiro, manteve-se como o mais visitado, com mais de 4,6 milhões de entradas. Em seguida, destacam-se o Parque Nacional do Iguaçu (PR), com mais de 2 milhões de visitas, e o Parque Nacional de Jericoacoara (CE), que ultrapassou 1,5 milhão de visitantes. O Parque Nacional da Restinga de Jurubatiba (RJ) retornou à lista dos mais visitados, com mais de 200 mil entradas, retomando os níveis anteriores à pandemia de Covid-19 .
Necessidade de investimentos
A crescente visitação às UCs tem impulsionado a economia local, gerando empregos e aumentando a arrecadação de impostos. Além do turismo, as unidades são procuradas para atividades de educação ambiental, pesquisas científicas e práticas de bem-estar, como caminhadas e observação de fauna. Dados da Embratur indicam que, em 2023, 19% dos turistas estrangeiros vieram ao Brasil motivados pela natureza e biodiversidade, enquanto 27% dos brasileiros viajaram para destinos naturais .
Para o presidente do ICMBio, Mauro Pires, o crescimento da visitação reforça a necessidade de investimentos contínuos na estrutura das unidades:“Cabe aos órgãos gestores das unidades de conservação estabelecer os meios para que a visitação seja a melhor possível. Por outro lado, é importante que a população se aproprie cada vez mais destas áreas, participando dos esforços para sua preservação e atuando junto às autoridades, em todas as esferas, para que existam investimentos que ampliem e aprimorem as unidades de conservação, sobretudo na parte de infraestrutura de visitação e proteção”, afirmou.
A ministra do Meio Ambiente e Mudança do Clima, Marina Silva, destacou que o aumento da visitação revela maior conscientização da sociedade: “As Unidades de Conservação são patrimônio do povo brasileiro. O crescimento da visitação mostra que a sociedade valoriza esses espaços, e cabe a nós garantir sua preservação”.

Impacto econômico e investimentos previstos
O ICMBio estima que cada real investido em Unidades de Conservação pode gerar até R$ 7 de retorno na economia local, com impactos positivos nos setores de hospedagem, transporte, alimentação e comércio
A expectativa para 2025 é ampliar os projetos de concessão para serviços turísticos, com ações voltadas para qualificação da infraestrutura, acessibilidade e promoção de práticas sustentáveis nos parques do Nordeste, reforçando o crescimento do ecoturismo.
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