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Caged NE: PE lidera com folga em outubro, BA passa das 100 mil vagas no ano

Pernambuco foi destaque na geração de empregos formais do Nordeste em outubro, com 10.596 vagas e terceira posição nacional. Bahia lidera acumulado anual com 104.333 vagas. Segundo o Novo Caged, todos os nove estados nordestinos encerraram o mês passado com saldo positivo
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Segundo o Caged, a Bahia segue como o estado com maior geração de empregos formais do Nordeste no acumulado entre janeiro e outubro. Foto: Agência Brasil

Pernambuco foi o destaque da geração de empregos formais no Nordeste em outubro de 2025, com a abertura de 10.596 vagas com carteira assinada, segundo dados do Novo Caged (Cadastro Geral de Empregados e Desempregados) divulgados pelo Ministério do Trabalho e Emprego. O resultado colocou o estado na terceira posição nacional no mês e correspondeu a 30,4% de todos os postos criados na região.

Todos os nove estados nordestinos encerraram outubro com saldo positivo de empregos. A região obteve saldo de 34.831 novos postos no mês, equivalente a 40,9% de todas as vagas criadas no país (85.147). Além de Pernambuco, os maiores volumes foram registrados em Alagoas (4.657), Bahia (4.449) e Ceará (3.379). Maranhão (3.293), Paraíba (2.734), Piauí (2.693), Sergipe (1.076) e Rio Grande do Norte (954) completaram a lista, mantendo o sinal positivo em um cenário de recuperação gradual.

No acumulado de janeiro a outubro, a Bahia segue como o estado com maior geração de empregos formais do Nordeste, com um saldo de 104.333 vagas. Pernambuco ocupa a segunda posição, com 72.267, seguido por Ceará (54.327) e Maranhão (33.874). Na sequência estão Paraíba (29.104), Rio Grande do Norte (19.290), Alagoas (16.347), Sergipe (15.784) e Piauí (15.709).

A Bahia lidera o ano com constância nos saldos mensais e concentração nos setores de serviços e construção civil. Pernambuco, embora tenha ficado atrás no acumulado, se destacou nos últimos meses e foi o único estado do Nordeste a figurar entre os três maiores saldos do país em outubro.

O Ceará mantém regularidade e ocupa o terceiro lugar, com desempenho consistente. Maranhão também mostrou estabilidade ao longo do ano, embora em um ritmo menos acelerado.

Rio Grande do Norte e Alagoas apresentaram aceleração significativa a partir do segundo semestre, ampliando participação na geração regional. Já Ceará e Paraíba mostraram solidez, mas com ritmo menos expressivo na reta final do ano.

Piauí e Sergipe seguem trajetória estável, com saldos mensais mais modestos. O desempenho regional de outubro aponta para um cenário de recuperação mais equilibrada entre os estados, com destaque para a interiorização de oportunidades e o avanço de setores com maior rotatividade de mão de obra.

Caged: Brasil desacelera contratações formais em outubro, mas mantém saldo positivo

O Brasil criou 85.147 empregos com carteira assinada em outubro, resultado de 2.271.460 admissões e 2.186.313 desligamentos. O número representa uma desaceleração em relação a setembro, quando o saldo foi de 213.002 postos, e também ficou abaixo do registrado em outubro de 2024 (131.603 vagas).

Entre novembro de 2024 e outubro de 2025, o país acumulou 1.351.832 novos empregos formais, desempenho inferior ao mesmo intervalo anterior, quando foram criados 1.796.543 postos. O estoque de vínculos celetistas chegou a 48.995.950 vínculos ativos.

Do ponto de vista setorial, apenas serviços e comércio registraram saldos positivos, com 82.436 e 25.592 vagas, respectivamente. Os demais setores encerraram o mês em retração: indústria perdeu 10.092 postos, a agropecuária, 9.917, e a construção civil, 2.875.

Em termos geográficos, 21 unidades da federação apresentaram saldo positivo. Os maiores volumes absolutos foram registrados em São Paulo (18.456 vagas), Distrito Federal (15.467) e Pernambuco (10.596). Proporcionalmente, destacaram-se o Distrito Federal (1,5%), Alagoas (1%) e Amapá (0,7%).

O salário médio real de admissão em outubro foi de R$ 2.304,31, com alta de 0,8% em relação a setembro. Para vínculos típicos, o salário foi de R$ 2.348,20; para vínculos não típicos, o valor foi de R$ 1.974,07. Trabalhadores em jornada intermitente somaram 15.056 vínculos, e aqueles com jornada de até 30 horas semanais, 10.693 postos.

As mulheres responderam por 65.913 empregos criados, superando os 19.234 registros entre os homens. O setor de serviços concentrou a maior parte dessas admissões. Entre os jovens, a faixa de 18 a 24 anos liderou com 80.365 contratações, seguida por adolescentes até 17 anos, com 23.586 vínculos — ambos majoritariamente absorvidos por serviços, comércio e indústria de transformação.

Apesar do desempenho positivo, o Ministério do Trabalho associou a desaceleração ao nível da taxa básica de juros, mantida em 15% ao ano pelo Banco Central. O ministro Luiz Marinho afirmou que o atual patamar da Selic vem inibindo investimentos privados e reduzindo o ritmo de geração de empregos, ao restringir a capacidade de expansão das empresas.

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