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Maior data center do NE inicia com 4 MW contratados e US$ 1 bi projetado

Instalado em Fortaleza, o data center Mega Lobster tem 13 mil m², dez data halls, espaço para mil racks, conexão com 18 cabos submarinos e operação com energia 100% renovável e refrigeração sem uso de água
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Mega Lobster é o terceiro data center da Tecto no Ceará e está conectado a 18 cabos submarinos internacionais. Foto: Divulgação

A Tecto, braço de data centers da empresa V.tal, inaugurou nesta quinta-feira (23) o maior data center do Nordeste, o Mega Lobster, em Fortaleza (CE). A unidade, construída na Praia do Futuro em apenas 12 meses, recebeu investimento de R$ 550 milhões e tem capacidade instalada de 20 megawatts (MW), com 4 MW já contratados. O projeto consolida a presença da companhia no estado e marca a entrada de uma nova fase de expansão nacional da empresa, que já separou US$ 1 bilhão para a construção de mais cinco centros nos próximos anos.

O Mega Lobster é o terceiro data center da Tecto no Ceará e ocupa um terreno de 13 mil m², com dez data halls de 300 m² cada e capacidade para mil racks. A instalação está conectada a 18 cabos submarinos internacionais, o que posiciona Fortaleza como um dos principais hubs de tráfego de dados da América Latina.

Segundo o CEO da Tecto, José Miguel Vilela, o objetivo é atrair provedores de conteúdo, empresas B2B e governos, ampliando a infraestrutura de dados e reduzindo a dependência do processamento internacional. “Somos candidatos a fazer o processamento de empresas brasileiras que mandam dados para o exterior e trazer dados de fora para serem processados aqui”, afirmou.

CEO da Tecto, José Miguel Vilela data center Ceará Mega Lobster
CEO da Tecto, José Miguel Vilela, destaca a posição do Ceará como porta de entrada digital do Brasil. Foto: Divulgação

Frederico de Siqueira Filho destaca papel estratégico do Ceará

O evento contou com a presença do ministro das Comunicações, Frederico de Siqueira Filho, que assumiu o cargo em abril de 2025. Em discurso, ele afirmou que o Ceará é prioridade para o governo federal no setor de infraestrutura digital. “Precisamos aumentar a nossa participação no setor, e o governo vai estar de mãos dadas com o setor produtivo para isso”, declarou.

Hoje, o Brasil ocupa a 12ª posição no ranking global de data centers, com 195 instalações em 17 estados. O setor emprega quase 2 milhões de pessoas e deve movimentar US$ 3,5 bilhões por ano até 2029. Para impulsionar esse crescimento, o governo lançou o Redata, programa que prevê R$ 5,2 bilhões no Orçamento de 2026 para incentivar novos empreendimentos, com foco em regiões menos atendidas.

A expectativa é atrair R$ 2 trilhões em investimentos nos próximos dez anos, fortalecendo a soberania digital e ampliando nossa capacidade de armazenamento e processamento de dados”, afirmou o ministro.

Expansão inclui Santana do Parnaíba (SP), Porto Alegre e Recife

Com a entrada em operação do Mega Lobster, a Tecto soma seis data centers ativos: três em Fortaleza, um no Rio de Janeiro e dois em Barranquilla, na Colômbia. Os próximos projetos já anunciados somam US$ 1 bilhão e incluem uma unidade de 200 MW em Santana de Parnaíba (SP), com início de construção previsto ainda em 2025 e operação em 2027. A empresa também planeja unidades em Porto Alegre, Brasília, Rio de Janeiro, Belém e Recife.

De acordo com José Miguel Vilela, a escolha do Brasil como centro de expansão se deve à abundância de energia no território nacional, fator que favorece a operação de alta densidade e reduz custos. “É só o início de uma expansão ambiciosa que teremos. Queremos ter uma contribuição muito relevante para o Brasil”, declarou o executivo.

Data center com padrão internacional de operação

A nova unidade da Tecto foi projetada segundo padrões internacionais de segurança e resiliência. O Mega Lobster opera com nível de disponibilidade Tier III, que garante alto nível de confiabilidade para aplicações críticas. A operação utiliza energia 100% renovável e sistema de refrigeração sem uso de água, priorizando eficiência energética e sustentabilidade ambiental.

A instalação está preparada para atender setores com grandes demandas computacionais, como inteligência artificial, big data, computação em nuvem, serviços financeiros e públicos.

Leia mais: Cortes de geração ameaçam expansão das energias renováveis no Nordeste

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