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Inteligência artificial avança, mas uso ainda é imaturo entre as empresas

Falta de compreensão técnica e visão estratégica limita os benefícios da inteligência artificial, aponta Cleber Zanchettin, professor associado do CIn-UFPE
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O professor e pesquisador também destacou que o uso da Inteligência Artificial tem sido aplicado de forma equivocada por algumas empresas
Cleber Zanchettin, professor associado do CIn-UFPE e vice-coordenador de Cooperação e Inovação – Foto: Igor Oliveira/Softex-PE

O uso da inteligência artificial por empresas do setor de tecnologia da informação no desenvolvimento de softwares é um tema cada vez mais relevante no cenário local e nacional. Embora 8 em cada 10 empresas já utilizem inteligência artificial em seus projetos, um número considerável enfrentam dificuldades para analisar os resultados gerados no ambiente de trabalho e compreender como isso impacta na valorização do negócio, segundo Cleber Zanchettin, professor associado do CIn-UFPE e vice-coordenador de Cooperação e Inovação.

Em palestra a empresários do setor, Zanchettin disse que é essencial que profissionais e líderes do setor compreendam que a inteligência artificial não deve ser encarada como o valor do negócio em si, mas sim como uma ferramenta estratégica para alcançá-lo. O tema foi debatido em reunião promovida pela ASSESPRO PE/PB, com representantes do Porto Digital e da Softex Pernambuco.

“O que ainda é problemático é a forma como algumas pessoas veem a IA como uma entidade, quando, na verdade, ela é uma ferramenta para gerar valor de negócio. Empresas que não conseguirem tirar a IA do discurso e aplicá-la com propósito podem perder espaço”, afirmou Zanchettin.

Uso estratégico da inteligência artificial

Durante a palestra “Aumento de Produtividade no Desenvolvimento de Software utilizando I.A.”, Cleber Zanchettin discutiu como aplicar a inteligência artificial de forma estratégica para gerar mais eficiência e resultados práticos.

“Essa é uma ferramenta para ajudar a entregar valor ao cliente final. As empresas que estão percebendo como isso pode ser traduzido em fluxo de negócio estão obtendo resultados mais eficientes”, pontuou.

Zanchettin também alertou que o uso da inteligência artificial ainda é equivocado em muitas organizações, que adotam soluções sem um entendimento claro do problema, o que evidencia a necessidade de maior aprofundamento técnico e estratégico sobre o tema.

“Poucas empresas entendem a tecnologia em profundidade. Não há estudos de transição ou de processos. Existe uma vontade genuína de adotar a IA, mas é necessário entender a realidade prática e encontrar a melhor abordagem para utilizá-la de forma colaborativa com as equipes”, completou.

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