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Lula e Flávio Bolsonaro empatam tecnicamente no segundo turno, diz BTG/Nexus

​Pesquisa aponta cenário acirrado entre os dois líderes políticos, enquanto a aprovação e a desaprovação da gestão federal registram os mesmos 48%
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  1. Lula e Flávio Bolsonaro empatam tecnicamente em simulação de segundo turno conforme pesquisa BTG/Nexus divulgada.
  2. Lula lidera primeiro turno com 42% enquanto Flávio Bolsonaro aparece com 34% das intenções de voto.
  3. Aprovação e desaprovação do governo federal atingem índices idênticos de 48% entre eleitores consultados pela pesquisa.
  4. Maioria dos cidadãos classifica economia nacional como ruim ou péssima, totalizando 51% das avaliações negativas.
  5. Eleitorado divide-se igualmente sobre economia ser melhor ou pior comparada à gestão anterior de Bolsonaro.
Lula e Flávio Bolsonaro
​Na simulação de primeiro turno, Lula contabiliza 42% da preferência do eleitorado, vindo seguido por Flávio Bolsonaro, que soma 34%. Foto: Agência Brasil

​O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o senador Flávio Bolsonaro (PL) estão em empate técnico em uma simulação de segundo turno das eleições. O atual presidente aparece numericamente à frente com 47% das intenções de voto, enquanto o senador registra 44%. Os dados constam no levantamento da BTG/Nexus publicado nesta segunda-feira (29), que possui margem de erro de dois pontos percentuais.

​Nos outros cenários de segundo turno avaliados, Lula mantém a liderança numérica diante dos demais concorrentes. Frente ao ex-governador de Minas Gerais Romeu Zema, o placar fica em 48% a 38%.

No confronto contra o ex-governador de Goiás Ronaldo Caiado, o atual presidente marca 47% contra 39%, e registra 48% a 36% quando confrontado com Renan Santos, presidente do partido Missão.

​Na simulação de primeiro turno, Lula contabiliza 42% da preferência do eleitorado, vindo seguido por Flávio Bolsonaro, que soma 34%. Ronaldo Caiado aparece na sequência com 5%, Renan Santos obtém 4%, Romeu Zema alcança 3% e o ex-ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Joaquim Barbosa registra 2% das intenções de voto.

Avaliação do governo federal aponta divisão exata

A pesquisa identificou que o eleitorado está dividido ao meio quanto ao desempenho da administração federal no final do mês de junho. Tanto a taxa de aprovação quanto o índice de desaprovação da gestão de Lula atingiram os mesmos 48%. Os eleitores que declararam não saber ou preferiram não responder representam de 1% a 2% do total.

​Na análise qualitativa sobre o governo, a classificação negativa supera a positiva. O grupo que define a gestão federal como ruim ou péssima soma 42%, enquanto os que a enxergam como ótima ou boa são 38%, e 18% consideram regular. De forma detalhada, 18% acham o governo ótimo, 20% consideram bom, 9% avaliam como ruim e 33% apontam como péssimo.

​Percepção econômica e comparação com gestão anterior

​A visão dos entrevistados a respeito do cenário econômico nacional permanece majoritariamente negativa. A economia do país é classificada como ruim ou péssima por 51% das pessoas, ao passo que 30% a veem como regular e 17% a definem como ótima ou boa. Já sobre a renda pessoal, 47% consideram regular, 34% ótima ou boa e 19% ruim ou péssima.

​Na comparação direta com o período em que Jair Bolsonaro presidia o país, o eleitorado se dividiu de forma idêntica sobre o andamento dos negócios. Para 42% dos cidadãos, a economia nacional está melhor sob o atual comando de Lula, exatamente o mesmo percentual dos que dizem que a situação era superior na administração passada.

​Impactos do caso Banco Master na visão do eleitorado

O levantamento também mensurou a opinião pública sobre o caso do Banco Master, após eventos recentes envolvendo lideranças partidárias. Para 35% dos eleitores, o escândalo envolve tanto o grupo político de Lula quanto o de Flávio Bolsonaro. Outros 32% acham que o episódio se liga mais ao grupo do senador e 23% vinculam mais ao grupo do presidente.

​Esta apuração foi feita após a operação policial contra o ex-líder governista no Senado Jaques Wagner e da revelação de diálogos entre Flávio Bolsonaro e Daniel Vorcaro, dono do Master.

O caso envolvendo o senador foi ouvido por 82% dos entrevistados, enquanto a ação contra Wagner foi de conhecimento de 75% dos participantes.

A amostragem coletou a opinião de 2.009 eleitores com idade a partir de 16 anos, em entrevistas realizadas entre os dias 26 e 28 de junho. O índice de confiança estipulado para o resultado é de 95%, apresentando variação de dois pontos percentuais para mais ou para menos. O estudo foi registrado no Tribunal Superior Eleitoral sob a identificação BR-08521/2026.

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