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João Campos se reúne com Lula e defende Alckmin como vice

Prefeito João Campos diz que PSB considera estratégica a permanência do vice-presidente e aposta em palanques conjuntos com o PT
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O prefeito do Recife e presidente nacional do PSB, João Campos, externou ao presidente Lula que manutenção da vice é prioridade do PSB Foto: Ricardo Stuckert/PR
O prefeito do Recife e presidente nacional do PSB, João Campos, externou ao presidente Lula que manutenção da vice é prioridade do PSB Foto: Ricardo Stuckert/PR

O prefeito do Recife e presidente nacional do PSB, João Campos, afirmou nesta terça-feira (10) que saiu “animado e seguro” após reunião com o presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, no Palácio do Planalto. O encontro tratou da relação entre PSB e PT, da manutenção da aliança nacional e da permanência do vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB) na chapa presidencial.

Em publicação nas redes sociais após a reunião, o prefeito destacou o alinhamento político com o chefe do Executivo federal. “Acabo de sair de mais uma extraordinária reunião com o presidente @LulaOficial. Estamos alinhados e sintonizados. Muito feliz de poder construir conjuntamente um caminho que vai nos ajudar a consolidar importantes conquistas para o futuro de Pernambuco e do Brasil”, escreveu.

Em entrevista após o encontro, João Campos destacou que a conversa reforçou a posição do PSB em relação à vice-presidência. “Foi reafirmado ao presidente o desejo do PSB de manter a Vice-Presidência e que isso é uma prioridade para o nosso partido”, declarou o prefeito a jornalistas após o encontro.

João defende Alckmin na chapa

De acordo com o dirigente socialista, a relação entre o presidente da República e o vice-presidente é baseada em confiança política. “A relação do presidente Lula com o vice-presidente Alckmin é muito boa. Ele sabe que para o nosso partido é importante essa construção, e tenho certeza que os dois vão construir isso da melhor forma”, afirmou.

O prefeito também disse que não vê necessidade de intermediários nas tratativas entre os dois. “Não cabe um interlocutor”, declarou.

João Campos acrescentou que a aliança entre PSB e PT deverá se refletir nas disputas estaduais e proporcionais. “Essa construção no Brasil inteiro vai ser muito harmônica. Os dois partidos estarão lado a lado”, afirmou, ao citar palanques conjuntos nas eleições majoritárias e chapas proporcionais em diferentes regiões do país.

A defesa da permanência de Geraldo Alckmin ocorre em meio às discussões internas do governo federal sobre a ampliação da base aliada para as próximas eleições. O presidente Lula avalia a possibilidade de atrair o MDB para a coligação, o que incluiria a oferta da vaga de vice-presidente como estratégia política.

Alckmin, ex-governador de São Paulo, foi adversário histórico de Lula e filiou-se ao PSB em 2022 para compor a chapa presidencial vencedora. Sua presença teve papel relevante na formação de uma frente ampla, com apoio de setores do centro político.

De acordo com a Folha de S. Paulo, nos últimos meses, Lula discutiu o tema com lideranças do MDB, como os senadores Renan Calheiros (AL) e Eduardo Braga (AM). Entre os nomes citados por emedebistas para eventual composição estão o ministro dos Transportes, Renan Filho; o governador do Pará, Helder Barbalho; e a ministra do Planejamento, Simone Tebet.

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