O prefeito do Recife, João Campos, foi eleito por aclamação presidente nacional do PSB neste domingo (1º), durante o encerramento do XVI Congresso Nacional da legenda, realizado em Brasília. A plenária foi acompanhada pelo presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva (PT), pelo vice-presidente e ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Geraldo Alckmin (PSB), e pelo presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos).
Durante seu discurso, João Campos defendeu o protagonismo do PSB na construção de uma frente ampla para as eleições de 2026. “Vou dedicar minha vida ao partido. Estou pronto para gastar meu tempo e energia com vocês. Vamos derrubar os muros, construir pontes, aproximar quem está desgostoso com a política. Trazer quem pensa diferente, quem quer fazer o bem e não sabe como, e fazer uma grande frente política ao lado do presidente Lula”, afirmou.
João destaca parceria com Lula
O novo dirigente ressaltou a parceria com o presidente Lula desde as eleições de 2022. “Nosso compromisso democrático vai além de eleição. O PSB foi decisivo na aliança com Lula e Alckmin, e estará na trincheira certa em 2026”, declarou. Campos também homenageou o ex-governador de Pernambuco Miguel Arraes e o ex-governador Eduardo Campos, ambos ex-presidentes nacionais do PSB. “Meu pai me ensinou que, nos momentos difíceis, é preciso olhar para o próximo e querer para o outro algo melhor do que para si mesmo. Foi isso que vimos Arraes fazendo”, disse.
João Campos agradeceu o ex-presidente nacional Carlos Siqueira, que deixou o comando do partido após dez anos. “Estou ciente do tamanho da tarefa, mas convicto de que esse time vai cuidar do PSB. O partido manterá sua essência programática e crescerá também nas urnas”, afirmou.
Lula destaca fortalecimento partidário
Em discurso de aproximadamente uma hora, Lula reafirmou sua ligação histórica com o PSB, iniciada com o intelectual Antonio Candido e fortalecida nas relações com Miguel Arraes e Eduardo Campos. “Tenho muito apreço por Arraes. Fui o único a recebê-lo quando voltou do exílio em 1979. Com Eduardo, minha relação era ainda mais forte, pela nossa afinidade como companheiros”, disse.
O presidente afirmou que “a democracia não tem limites” e que ela é melhor construída quando está a serviço da população. Defendeu também o fortalecimento dos partidos como base para a estabilidade democrática. “Se não tivermos partidos fortes, a democracia fica fragilizada. O desejo tem que ser coletivo. Fortalecer o partido é bom para todo mundo”, declarou.
Lula destacou ainda a importância da aliança com Alckmin, que também foi anunciado como vice-presidente nacional do PSB. “Era impensável imaginar que estaríamos juntos na presidência. Mais impensável ainda seria ele vir para o PSB. Mas a democracia permite essas construções”, afirmou. Ao final, Lula sinalizou disposição para disputar a reeleição. “Se eu estiver bem como estou agora, apaixonado como estou, a extrema-direita não volta a governar este país”, disse.
Alckmin e Hugo Motta reforçam apoio
O vice-presidente Geraldo Alckmin exaltou a presença de Lula no congresso do PSB. “Não é comum o presidente participar do congresso de outro partido. Estamos honrados por ser seus companheiros de trincheira na defesa da democracia”, declarou. Ele também elogiou Carlos Siqueira pela gestão no partido e reforçou apoio a João Campos. “Conte conosco para fazer o PSB crescer ainda mais.”
O presidente da Câmara, Hugo Motta, elogiado por Lula como uma das lideranças em ascensão, afirmou que a escolha de João Campos representa “a esperança da renovação da liderança da boa política”. O congresso reuniu ainda ministros, senadores, deputados federais, presidentes de partidos, delegados eleitos e outras lideranças nacionais do PSB.
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