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União Brasil dá 24 horas para filiados deixarem cargos no governo Lula

Direção do União Brasil vinculou decisão a defesa de Antônio Rueda após citação em apuração da Polícia Federal
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Em nota, o União Brasil fixou o prazopara que aliados deixem o Governo e expressa “irrestrita solidariedade” a Rueda Foto: Divulgação/União Brasil
Em nota, o União Brasil fixou o prazopara que aliados deixem o Governo e expressa “irrestrita solidariedade” a Rueda Foto: Divulgação/União Brasil

O União Brasil determinou um prazo de 24 horas para que filiados deixem cargos no governo federal, sob pena de serem enquadrados por infidelidade partidária. A medida foi oficializada nesta quinta-feira (18) em resolução assinada pelo presidente nacional da sigla, Antônio Rueda.

No primeiro escalão, a decisão atinge o ministro do Turismo, Celso Sabino, que permanece no cargo. O partido já havia, em 2 de setembro, estabelecido junto ao Progressistas (PP) um prazo de 30 dias para a saída de seus ministros. Agora, com a nova deliberação, o desembarque é antecipado.

Nota da União em apoio a Rueda

O comunicado que fixou o prazo também expressa “irrestrita solidariedade” a Rueda, cujo nome apareceu em apuração da Polícia Federal (PF) sobre suposto uso de aeronaves ligadas a integrantes do Primeiro Comando da Capital (PCC). Segundo a corporação, o dirigente não é formalmente investigado.

Em nota, o União Brasil afirmou que “causa profunda estranheza que essas inverdades venham a público justamente poucos dias após a determinação oficial de afastamento de filiados do União Brasil de cargos ocupados no governo Lula”. Para o partido, a coincidência reforça a percepção de uso político da investigação “visando desgastar a imagem da nossa principal liderança”.

Mais cedo, Rueda classificou as suspeitas como parte de uma “campanha difamatória”. “O que há, sim, é um pano de fundo político nestas leviandades, que estão sendo orquestradas, usando-se uma operação policial séria, para atacar adversários”, declarou.

Reação do governo

A ministra da Secretaria de Relações Institucionais, Gleisi Hoffmann, criticou a nota da sigla. “A direção do partido tem todo direito de decidir a saída de seus membros que exercem posições no governo federal. Aliás, não é a primeira vez que fazem isso. O que não pode é atribuir falsamente ao governo a responsabilidade por publicações que associam dirigente do partido a investigações sobre crimes. Isso não é verdade”, disse.

Contexto político

O União Brasil e o Progressistas formam desde agosto uma federação partidária com 108 deputados federais e 14 senadores, a maior bancada da Câmara e a segunda maior no Senado. O grupo é conduzido por Rueda e pelo senador Ciro Nogueira (PI).

Ainda que possua integrantes próximos ao Planalto, o União Brasil também abriga o governador de Goiás, Ronaldo Caiado, pré-candidato à Presidência em 2026 e opositor declarado do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

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