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Líder do Governo, Socorro Pimentel vê oposição usando a Alepe de palanque

Em resposta a críticas sobre empréstimo, líder do Governo, Socorro Pimentel, acusa oposição de jogo eleitoral e confronto se prolonga na Alepe
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Líder do Governo, Socorro Pimentel rebateu as denúncias feitas por presidentes de comissões na Alepe Foto: Roberto Soares.Alepe
Líder do Governo, Socorro Pimentel rebateu as denúncias feitas por presidentes de comissões na Alepe Foto: Roberto Soares.Alepe

Num plenário quase às moscas, com apenas cinco deputados, apesar de o placar mostrar 17 presenças, só a expectativa do discurso da líder do Governo na Assembleia Legislativa de Pernambuco (Alepe) provocava um pouco de ansiedade entre os presentes à sessão nesta quarta-feira (26). Em um pronunciamento de pouco mais de 10 minutos,  Socorro rebateu as denúncias feitas no dia anterior pelos presidentes de quatro comissões da Casa a um empréstimo contraído à Caixa pela gestão Raquel Lyra. Em discurso firme e forte, a líder do Governo, deputada Socorro Pimentel (União), acusou a oposição de manipular dados e usar a Casa como palco de disputa eleitoral.

A reação ocorreu após coletiva dos deputados Antonio Coelho, Waldemar Borges, Alberto Feitosa e Mário Ricardo, em que questionaram a execução dos valores de empréstimos contratados pelo Estado junto à Caixa Econômica Federal. Segundo eles, há lentidão e falta de transparência no uso dos recursos.

Socorro Pimentel rebateu com dados e ataques diretos. A deputada afirmou que, embora a Alepe tenha autorizado R$ 9,2 bilhões em operações de crédito, apenas R$ 2,3 bilhões foram efetivamente contratados, e R$ 2 bilhões já foram investidos em obras estruturais, como a duplicação da PE-15, requalificação da PE-60 e o programa habitacional Morar Bem – Entrada Garantida.

“Não há desvio, não há irregularidade, não há má gestão. O que existe é uma tentativa clara, orquestrada e eleitoreira de transformar esta Casa em um palanque, de distorcer dados técnicos, de plantar narrativas falsas e de atacar um Governo que tem trabalhado com seriedade para recuperar um Estado que passou anos abandonado”, declarou.

Clima tenso entre Governo e oposição

O discurso inflamado de Socorro desencadeou nova onda de reações entre os parlamentares oposicionistas, prolongando o clima de confronto no plenário. Antonio Coelho respondeu em tom crítico, defendendo o papel do Legislativo na fiscalização e apontando “ineficiência” na gestão dos recursos contratados.

“A demora na execução, por si só, já constitui um dano ao erário e ao povo de Pernambuco. Foi desrespeitada a lei autorizativa e desonrada a expectativa do Parlamento”, afirmou Antônio Coelho, que teve sua fala endossada por outros deputados.

Em aparte ao discurso de Antonio Coelho, Romero Albuquerque ironizou o pedido de novos créditos. “A pergunta que eu preciso fazer ecoar nesta tribuna é: para que mais empréstimos, se nem o que foi autorizado está sendo usado?”, questionou. Edson Vieira reforçou a cobrança por transparência: “Simplesmente é o papel deste Parlamento: querer mais clareza do ponto de vista do que está sendo aplicado”.

Crítico do Governo, Alberto Feitosa reprisou as críticas aos atrasos de mais de um ano entre a contratação e a execução dos recursos. “São 15 meses sem aplicar valores que poderiam ser investidos na agricultura, no agronegócio e em infraestrutura. É inadmissível”, declarou.

Base do governo aponta uso político

O confronto se estendeu com novos posicionamentos da base governista. A deputada Débora Almeida (PSDB) afirmou que as críticas fazem parte de uma estratégia política para enfraquecer a governadora Raquel Lyra.

“A oposição aqui não quer que a governadora tenha condições de realizar aquilo que prometeu ao povo. Isso não é fiscalização, é jogo político disfarçado de cobrança técnica”, disse. Socorro Pimentel retomou a palavra para reforçar esse entendimento: “Querem desmoralizar a gestão com ataques vazios e repetir velhas práticas em um novo cenário político”.

Sem sinal de trégua, o embate em torno da aplicação dos empréstimos deve continuar nas próximas sessões, com a oposição prometendo intensificar a fiscalização e a base governista disposta a rebater o que considera ataques com finalidade eleitoral.

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