O cerco fecha contra Bolsonaro

Antes de tudo, é preciso lembrar que Bolsonaro está inelegível por 8 anos quando o TSE julgou a conduta de Bolsonaro durante reunião realizada com embaixadores, em julho de 2022, no Palácio da Alvorada, para atacar o sistema eletrônico de votação

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O ex-presidente Jair Bolsonaro é investigado por existirem fortes evidências de ter tramado contra a democracia. Foto: Fábio Rodrigues Pozzebom/ Agência Brasil
O ex-presidente Jair Bolsonaro é investigado por existirem fortes evidências de ter tramado contra a democracia. Foto: Fábio Rodrigues Pozzebom/ Agência Brasil

Nunca esteve tão evidente que o ex-presidente Jair Bolsonaro teve participação direta na trama que articulou a tentativa de golpe de Estado, materializada no dia 8 de janeiro de 2023, com a depredação da praça dos Três Poderes, em Brasília. Segundo divulgado pela Polícia Federal, a investigação se dividiu em seis núcleos, que não citam diretamente Bolsonaro por não terem chegado ainda às partes que apontam os autores intelectuais e mandantes. Afinal, com as investigações em andamento, a PF não pode abrir publicamente todo seu trabalho.

Antes de tudo, é preciso lembrar que Bolsonaro está inelegível por 8 anos quando o TSE julgou a conduta de Bolsonaro durante reunião realizada com embaixadores, em julho de 2022, no Palácio da Alvorada, para atacar o sistema eletrônico de votação. Uma postura do ex-presidente que já depõe contra os resultados de uma eleição democrática, quando ele mesmo ainda iria disputar o pleito que seria derrotado por Luiz Inácio Lula da Silva (PT). 

Nesta quinta-feira (8/2), a Polícia Federal apreendeu o passaporte de Bolsonaro, mostrou que ele conspirou por atentar o Estado Democrático de Direito quando participou da chamada ‘minuta do golpe”, além de almejar a prisão dos ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes e Gilmar Mendes, e também a prisão do presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (PSD-MG).

Bolsonaro arquitetou junto ao general Augusto Heleno, então ministro-chefe do Gabinete de Segurança Institucional (GSI), menciona uma “virada de mesa” em relação às eleições. “Não vai ter revisão do VAR. Então, o que tiver que ser feito tem que ser feito antes das eleições. Se tiver que dar soco na mesa é antes das eleições.  Se tiver que virar a mesa é antes das eleições”, disse, segundo relatório da PF.

Bolsonaro ainda dado uma sequência de eventos para o planejamento do golpe, descritos em mensagens extraídas de celulares de Mauro Cid (foi preso e fez acordo de delação premiada) e nas quais o ajudante de ordens assume a tarefa de coordenação na disseminação de ataques à Justiça Eleitoral.

Passada a eleição, com a derrota de Bolsonaro, teria se iniciado a fase de planejamento de uma ação mais efetiva de tropas do Exército. O coronel Bernardo Romão Correia Neto, por exemplo, teria organizado reunião em 28 de novembro, em Brasília, com oficiais que aderiram ao golpe para um planejamento operacional.

Em seguida, Correia Neto envia a Cid minuta de documento chamado “Carta ao Comandante do Exército de Oficiais Superiores da Ativa do Exército Brasileiro”, que teria sido redigido na reunião e com o objetivo de pressionar o então comandante do Exército, general Freire Gomes, a aderir ao movimento golpista. Correia Neto foi preso preventivamente nesta quinta-feira, por ordem de Moraes.

Citado também o ex-ministro da Justiça, Alexandre Torres, que foi acusado de ser conivente e omisso na situação, não preparando um esquema capaz de proteger os Poderes contra os ataques, mesmo com a informação de que eles poderiam ocorrer.

Também nesta quinta-feira, um documento apócrifo encontrado na sede do Partido Liberal, partido pelo qual Bolsonaro se candidatou à reeleição, onde fica evidente a defesa e anúncio da decretação de um estado de sítio e da garantia da lei e da ordem no país. Aliás, Valdemar Costa Neto foi preso na operação, mas pelo motivo de porte ilegal de arma de fogo. 

O revés é tão forte que a esposa de Bolsonaro, a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro, foi vista embarcando para os Estados Unidos. O cerco está fechando. Mas, é preciso respeitar o tempo das investigações serem fechadas. Aos poucos, Bolsonaro que tanto propalava o trecho bíblico que virou slogan: “E conhecereis a verdade e a verdade vos libertará”, vai conhecendo como mentir, subtrair a democracia e conspirar contra o próprio País pode, até mesmo, o aprisionar. 

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