
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, declarou que o governo norte-americano atingirá o Irã com muita força militar devido ao descumprimento de acordos bilaterais anteriores. Em entrevista ao programa à Fox News, nesta segunda-feira (13), o líder americano criticou a postura de Teerã e afirmou que as forças dos EUA realizaram fortes investidas militares na noite anterior como resposta imediata ao envio de drones iranianos.
Diante do agravamento das hostilidades, Donald Trump anunciou que os Estados Unidos pretendem assumir o controle administrativo e operacional do Estreito de Ormuz, atuando diretamente como uma espécie de guardião da via marítima.
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O presidente dos EUA ressaltou que vai exigir o reembolso financeiro de outras nações ricas aliadas para cobrir os custos e os riscos assumidos pelos soldados norte-americanos que atuam na proteção daquela região.
Rompimento de acordos e escalada militar no Golfo
De acordo com o chefe do Executivo norte-americano, um tratado provisório fechado recentemente entre os dois países foi quebrado pelos iranianos. Donald Trump argumentou que o histórico de negociações aponta que o Irã costuma romper os compromissos assumidos e que, por conta desse comportamento recorrente de desrespeito aos dez acordos já tentados, os Estados Unidos decidiram agir com firmeza por meio de uma ofensiva contundente.
A nova onda de violência põe em xeque o futuro do pacto assinado no mês passado, cujo propósito central era reabrir o estreito e interromper a guerra após mais de 60 dias de conversações.
No entanto, o ritmo e o alcance geográfico das hostilidades aumentaram significativamente, uma vez que o Irã tenta reafirmar o controle na área, enquanto Trump considera formalmente encerrado o cessar-fogo estabelecido.
Posicionamento do Irã e ameaças ao setor energético
Pelo lado iraniano, o principal negociador do país, Mohammad Baqer Qalibaf, manifestou-se por meio da rede social X, indicando que o período de termos unilaterais chegou ao fim e que os norte-americanos sofreriam as consequências por não cumprirem com a palavra.
Além disso, o comando da Guarda Revolucionária do Irã emitiu um comunicado oficial reforçando que a normalização do tráfego marítimo só ocorrerá quando as intervenções militares dos Estados Unidos na via forem totalmente encerradas.
O governo de Teerã comunicou no domingo (12) que o trânsito de embarcações continua suspenso devido a uma suposta passagem não autorizada detectada no sábado (11).
Os militares iranianos informaram que as novas autorizações de navegação dependem da restauração da calma regional e alertaram que a insistência na interferência estrangeira pode provocar incidentes muito mais graves nas estruturas globais de petróleo e gás.
Impactos econômicos e troca de bombardeios
O conflito armado na região do Golfo começou em 28 de fevereiro, impulsionado pelas forças dos Estados Unidos e de Israel contra o território iraquiano. Como contraofensiva, as tropas iranianas atacaram nações vizinhas que abrigam bases operacionais dos EUA, gerando instabilidade na cadeia logística.
O bloqueio do Estreito de Ormuz provocou uma alta imediata nos preços internacionais de energia e pressionou a inflação global. Durante o último fim de semana e ao longo desta segunda-feira, as forças armadas de Washington e Teerã travaram intensos combates com mísseis e drones.
O governo do Irã declarou publicamente que obteve sucesso em atingir instalações e bases de uso militar dos Estados Unidos espalhadas pela região do Golfo, justificando a manutenção do fechamento da via marítima essencial para o abastecimento global de combustíveis.
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