“Energia não deve ser commodity”, afirma superintendente da Sudene

O superintendente da Sudene diz processo da transição energética não deve ter como fio indutor apenas a atração de plantas de energia
Segundo o superintendente da Sudene, Danilo Cabral, os incentivos fiscais são fundamentais para o desenvolvimento da região, principalmente em relação à atração de investimentos e geração de renda, emprego e oportunidades para a população. Foto: Ascom/Divulgação
Segundo o superintendente da Sudene, Danilo Cabral, os incentivos fiscais são fundamentais para o desenvolvimento da região, principalmente em relação à atração de investimentos e geração de renda, emprego e oportunidades para a população. Foto: Ascom/Divulgação

Durante o World Hydrogen Summit & Exhibition 2024, que acontece em Roterdã (Holanda), o presidente da Sudene, Danilo Cabral, afirmou que a transição energética deve promover a inclusão do Nordeste no processo de neoindustrialização do Brasil. Cabral participa da missão internacional realizada pela Autarquia, pelo Consórcio Nordeste e pela ApexBrasil na Europa. “Energia não é commodity” , disse ele, defendendo que a inclusão socioeconômica da população da região deve acompanhar a estratégia de desenvolvimento 

O Nordeste é responsável pela produção de 82% da produção de energia renovável do país – 92% da geração eólica e 42% da geração solar. Há 746 parques eólicos instalados nos nove estados nordestinos e outras 183 planejadas.  E são 163 parques solares fotovoltaicos em operação e mais 92 planejadas. Os dados são da Empresa de Pesquisa Energética. E há muito espaço para a atração de mais investimentos. 

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Segundo Danilo Cabral, o Nordeste tem uma nova oportunidade com a neoindustrialização. “No século passado, nós perdemos a chance e a industrialização se concentrou na região Sudeste, agora, neste novo momento, o processo da transição energética não deve ter como fio indutor apenas a atração de plantas de energia, devemos atrair plantas industriais sustentáveis, de baixo carbono, inclusive olhando para a população do semiárido”, destacou o superintendente. Ele acrescentou que, além da indústria, é preciso garantir a inclusão dos arranjos produtivos locais, cooperativas e associações 

A afirmação do superintendente Danilo Cabral corrobora o discurso da presidente do Consórcio Nordeste, governadora Fátima Bezerra (RN). “A sustentabilidade tem que vir junto com a justiça social. Não queremos só vender hidrogênio verde, mas reindustrializar o Nordeste, trazendo empregos”, disse na World Hydrogen Summit, maior feira de hidrogênio verde do mundo, que reúne mais de 15 mil profissionais da indústria de energia e mais de 500 expositores de todo o mundo. 

Sudene no grupo de trabalho

A Sudene integra grupo de trabalho que irá propor atividades de territorialização e desenvolvimento regional considerando as estratégias propostas pela Nova Indústria Brasil (NIB). Caberá à Autarquia e aos demais atores elaborar uma proposta de um Sistema Nacional de Territorialização do Desenvolvimento Industrial. Na prática, é uma iniciativa que irá mapear as principais aglomerações industriais da região, os sistemas produtivos existentes e as capacidades locais. A ideia é dar mais assertividade e precisão ao monitoramento dos impactos da NIB.

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Desde o ano passado, a superintendência vem discutindo o papel das instituições regionais, a participação do Nordeste nas missões da Nova Política Industrial e os instrumentos de financiamento para a territorialização dessa política. “A transição energética, a produção do hidrogênio verde, a indústria de baixo carbono, a bioeconomia, tudo isso são temas que fazem parte do nosso Plano Regional de Desenvolvimento do Nordeste (PRDNE) e que estão na ordem do dia das discussões sobre desenvolvimento regional”, disse Cabral.

World Hydrogen Summit & Exhibition 2024, começou na última segunda-feira (14) e segue até esta quinta-feira (15).


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