Brasil tem recorde na implantação de geração solar entre janeiro e agosto de 2023

Entre janeiro e agosto, ocorreu uma expansão de 7 gigawatts (GW) na capacidade instalada (geração) do País. Isso corresponde à metade da geração de uma Itaipu.

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Foram acrescentados 7 gigawatts (GW) na capacidade instalada (da geração de energia) no Brasil de janeiro a agosto deste ano. Foto: Agência Brasil

No Brasil, a expansão da capacidade instalada da matriz elétrica foi de 7 Gigawatts (GW) entre janeiro e agosto de 2023. Deste total, 6,2 GW têm origem nas fontes solar e eólica. O período citado registrou o maior aumento da geração solar e o segundo maior incremento na energia eólica, segundo a série histórica levantada pelo Ministério de Minas e Energia (MME). A energia solar já corresponde a segunda maior fonte geradora de energia no País, ficando atrás apenas das hidrelétricas.

Para o leitor ter uma ideia do tamanho da expansão que ocorreu, nos oito primeiros meses deste ano, é como se tivesse sido implantada metade de uma Itaipu, a segunda maior hidrelétrica do mundo que possui uma capacidade instalada de 14 GW. “Este crescimento exponencial da geração solar fotovoltaica não é um privilégio apenas do Brasil. Está ocorrendo no mundo todo porque a sociedade precisa achar uma forma de descarbonizar a sua economia”, comenta o coordenador da regional Ceará da Associação Brasileira de Energia Solar Fotovoltaica (Absolar), Jonas Becker.

A geração solar registrou um acréscimo de 3 Gigawatts à matriz energética brasileira, enquanto as eólicas aumentaram em 3,2 GW de capacidade instalada de janeiro a agosto deste ano. Esta geração toda foi conectada ao Sistema Interligado Nacional (SIN).

Na geração solar, existem dois tipos de sistemas que são implantados no Brasil. “A geração centralizada é formada por parques maiores instalados em grandes áreas que têm o potencial solar relevante e demandam investimentos vultosos. Neste tipo de geração, a liderança está com o norte de Minas Gerais e o Nordeste”, explica Jonas. Depois de Minas Gerais, os Estados que tem maior geração solar centralizada são: Piauí, Bahia, Ceará, Rio Grande do Norte, Goiás e Pernambuco, que ocupa a sétima posição.

Entre janeiro e agosto de 2023, ocorreu o maior incremento da capacidade de geração solar centralizada da história no Brasil – que foram os 3 GW instalados -. Neste acréscimo não foi levado em consideração o segundo tipo de geração solar existente no Brasil: a geração distribuída, que inclui a micro e minigeração (também distribuída), formada por pequenos sistemas de geração solar fotovoltaicos instalados em comércios, prédios e até nos telhados das casas.

Cerca de 80% da geração distribuída são de projetos residenciais. Até o começo deste mês, a geração distribuída correspondia a cerca de 11% de toda a capacidade instalada (de geração) no País. “A tendência é consolidar esta tecnologia e se tornar um hábito. Quando se construir uma casa já vai ser colocado um sistema de geração solar”, afirma Jonas.

Nesta semana, foi anunciado que as casas do programa habitacional do governo federal, o Minha Casa Minha Vida, vão ter pequenos sistemas solares. “A geração solar é um fator de desenvolvimento e redução de custo, porque o usuário passa a pagar menos pela energia. E aí sobra um dinheiro, que acaba indo para outras coisas, beneficiando a economia, porque a população em gera, tem o orçamento curto”, diz Jonas.

Na geração distribuída, a produção de energia ocorre próxima ao consumo e aí os Estados que lideram este tipo de geração são os que possuem maior número de consumidores, como: São Paulo, Minas Gerais, Rio Grande do Sul, Mato Grosso, Santa Catarina e Bahia. O Ceará aparece em 11º lugar e Pernambuco, em 12º.

Investimentos de geração solar em Pernambuco

Um levantamento feito pela Absolar mostra que Pernambuco tem 3% da geração distribuída que foi implantada no Brasil, com 65.274 pequenos sistemas instalados em 184 municípios mais Fernando de Noronha. Desde 2012, eles demandaram um investimento de R$ 3,5 bilhões que já foi concluído. Já na geração centralizada, Pernambuco recebeu um investimento de R$ 2,2 bilhões também já empregados.

Também contribuiu para o aumento expressivo de sistemas solares no País o fato de que houve, em média, uma queda de 17% nos preços de implantação dos sistemas solares neste semestre. “O painel solar caiu de preço porque passou a ter maior disponibilidade da sua matéria-prima na China”, conta Jonas. Para fazer este produto, a principal matéria-prima é o pó de silício, extraído em grande volume na China.

A expectativa da Absolar é de que a geração solar passe a ser a primeira fonte de geração de energia no Brasil em 2050. Para 2023, a meta de expansão de geração para o setor elétrico é de 10,3 GW, de acordo com informações do MME.

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