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Festas juninas movimentam 50 setores e projetam R$ 1,83 bi no Nordeste

Caruaru, Campina Grande, Petrolina e Maracanaú somam projeção de 44,5 mil empregos no ciclo de festas juninas de 2026, com crescimento acumulado de 48% em dois anos
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A quadrilha junina Rojão do Forró durante as festas juninas no Parque do Povo, em Campina Grande. Foto: Tomaz Silva/Agência Brasil
Quadrilha junina Rojão do Forró durante as festas juninas no Parque do Povo, em Campina Grande, em 2025. Foto: Tomaz Silva/Agência Brasil

As festas juninas de Caruaru (PE), Petrolina (PE), Campina Grande (PB) e Maracanaú (CE) projetam movimentação econômica conjunta de pelo menos R$ 1,83 bilhão na temporada de 2026, com geração estimada de mais de 44,5 mil empregos diretos e indiretos, segundo dados das organizações locais e do Ministério do Turismo.

Em escala nacional, os festejos juninos movimentaram R$ 7,4 bilhões em 2025 — ficando atrás apenas do Natal e do Carnaval em volume financeiro —, conforme projeções do próprio ministério.

Em Campina Grande, a movimentação econômica avançou 48,6% em dois anos: de R$ 500 milhões em 2023 para R$ 673 milhões em 2024 e R$ 742,8 milhões em 2025, conforme pesquisa do Grupo 6Sigma encomendada pela Secretaria de Desenvolvimento Econômico do município com 3.842 entrevistados.

O público acompanhou o mesmo ritmo, passando de 2,93 milhões em 2024 para 3,2 milhões em 2025, alta de 10,6%. A taxa média de ocupação hoteleira chegou a 89% na última edição, crescimento de 11 pontos percentuais sobre 2024. Turistas e excursionistas responderam por R$ 249 milhões do total — 33,5% do volume movimentado.

A edição de 2026, marcada para 3 de junho a 5 de julho, celebra os 40 anos do Parque do Povo e projeta crescimento mínimo de 10% sobre 2025, segundo a prefeitura.

Em Caruaru, a movimentação subiu de R$ 500 milhões em 2023 para R$ 688 milhões em 2024 e R$ 737,6 milhões em 2025, alta de 7% na última edição, conforme balanço da Prefeitura Municipal. O público ultrapassou 4 milhões de visitantes nos 65 dias de programação distribuída por 27 polos, crescimento de 8% sobre 2024. A ocupação hoteleira atingiu 100% nos dias de pico.

A edição de 2026 projeta R$ 760 milhões e 4 milhões de visitantes até 27 de junho, com abertura já realizada em 10 de abril pelo circuito São João da Roça em 13 comunidades rurais.

Cadeia produtiva: 50 setores ativados

A cadeia produtiva ativada pelos festejos abrange aproximadamente 50 atividades econômicas no setor de serviços — gastronomia, hospedagem, vestuário, transporte, artesanato e montagem de estruturas —, com captação adicional de R$ 37,7 milhões em cotas comerciais junto a 30 marcas patrocinadoras no São João de Caruaru 2025, conforme balanço municipal.

O setor têxtil e de confecções local, com mais de 44,5 mil empresas ativas segundo a Associação Comercial e Industrial de Caruaru (ACIC), registra aquecimento direto no período por demanda de roupas típicas e adereços. Em 2025, 117 municípios pernambucanos declararam ao Ministério Público de Pernambuco (MPPE) mais de R$ 118,5 milhões em 1.457 contratações artísticas para o ciclo junino. Caruaru liderou com R$ 17,1 milhões aplicados em 62 atrações.

Emprego formal cresce no período das festas juninas

A geração de emprego formal durante o ciclo junino é rastreável pelo Caged. Em Campina Grande, entre abril e julho de 2025, foram gerados 3.194 novos postos formais, com 600 contratações adicionais apenas em junho e julho, conforme dados do Ministério do Trabalho.

Em Caruaru, o saldo positivo entre janeiro e agosto de 2025 foi de 3.238 vagas formais, com destaque para serviços (1.668) e indústria (913). Para 2026, a projeção municipal campinense é de crescimento mínimo de 10% na criação de novas oportunidades, entre vagas fixas e temporárias.

O São João de Petrolina opera com ciclo de abril ao início de julho — um dos mais longos do Nordeste — e projeta R$ 330 milhões em movimentação e 20 mil empregos em 2026, com auge da programação entre 19 e 27 de junho e mais de 100 atrações confirmadas.

Em Maracanaú, o ciclo começa em maio e registrou 2,7 milhões de visitantes e R$ 100 milhões em impacto financeiro em 2025, com 4,5 mil empregos no período. Para 2026, 35 atrações nacionais estão confirmadas.

Promoção internacional mira mercado argentino

O Ministério do Turismo, em parceria com a Embratur e a Embaixada do Brasil na Argentina, realizou em março ação de divulgação dos festejos juninos em frente ao Obelisco de Buenos Aires, com foco na atração de turistas argentinos para junho — período historicamente com menor fluxo do país vizinho.

A Argentina respondeu por 3,3 milhões dos 9,2 milhões de turistas estrangeiros que visitaram o Brasil em 2025, equivalente a 37% do total, segundo o ministério. O calendário de ações promocionais internacionais para o segundo semestre de 2026 ainda não foi divulgado.

*Com informações do Ministério do Turismo

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