
A The Mosaic Company anunciou o início do processo de venda da Mosaic Potássio Mineração Ltda (MPM) — operadora do complexo mineroquímico de Taquari-Vassouras, localizado no município sergipano de Rosário do Catete — para a VL Mineração Ltda. Essa é a única mina de potássio em operação no Brasil e a maior do Hemisfério Sul.
A transação está avaliada em aproximadamente R$ 145 milhões (US$ 27 milhões) e ainda depende de aprovação do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade), além do cumprimento de outras condições contratuais. A expectativa é que o negócio seja concluído até o final de 2025.
Pelo acordo, a VL Mineração pagará à Mosaic US$ 12 milhões no fechamento do negócio, US$ 10 milhões um ano depois e outros US$ 5 milhões ao longo de seis anos. Além disso, assumirá cerca de US$ 22 milhões em obrigações de descomissionamento de ativos. A partir do terceiro trimestre, a Mosaic passará a registrar o ativo como “mantido para venda”, prevendo uma perda contábil entre US$ 50 e 70 milhões.
Segundo a Mosaic, manter as operações demandaria mais de US$ 25 milhões em investimentos de capital, motivo pelo qual a empresa decidiu realocar recursos para ativos com maior potencial de retorno. Já a VL Mineração afirmou que pretende ampliar as operações e impulsionar a economia local.
A Mosaic Fertilizantes, subsidiária da The Mosaic Company no Brasil, atua com mineração, produção, logística e distribuição de fertilizantes. A empresa possui unidades industriais e portuárias em 10 estados, responde por cerca de 25% do mercado nacional de fertilizantes e está presente nas principais regiões agrícolas do país.
“Este acordo nos permite contribuir para o desenvolvimento do agronegócio brasileiro, preservando e ampliando a oferta doméstica de potássio no mercado de fertilizantes, pois estamos confiantes de que a mina será lucrativa e eficiente sob nosso controle e modelo operacional”, declarou Daniel Moreira, CEO da VL Holding.

Exploração de potássio em Sergipe
O complexo de Taquari-Vassouras é a única mina de potássio em operação no Brasil e tem uma trajetória que se confunde com a história da exploração do mineral no país.
Implantada no início da década de 1980 pela Petromisa, subsidiária da Petrobras, a mina foi desenvolvida para explorar reservas subterrâneas de silvinita (minério de potássio) localizadas nos municípios de Rosário do Catete e Japaratuba.
Com a extinção da Petromisa, nos anos 1990, a operação foi transferida para a Vale, que incorporou os ativos minerários e manteve a produção. E em janeiro de 2018, a Vale vendeu os ativos de fertilizantes, incluindo Taquari-Vassouras, para a Mosaic Company, operação avaliada em US$ 2,5 bilhões na época.
Atualmente, a mina está em processo de exaurimento das reservas, com redução gradativa de produção. Em 2024, foram extraídas 398 mil toneladas de cloreto de potássio.
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