terça-feira, 16/04/2024

Confiança das indústrias recua 5,6 pontos em Pernambuco

*Com informações da Fiepe Em meio a um cenário econômico marcado por sinais ora positivos, ora preocupantes, o índice de confiança do empresariado fabril de Pernambuco (ICEI) recuou 5,6 pontos em março, caindo de 58,1 para 52,5. É o que aponta a pesquisa mais recente do indicador, calculado pela federação das indústrias do estado (Fiepe). […]

*Com informações da Fiepe

Confiança cai em meio a incertezas da economia nacional, explica Cézar Andrade
Economista da Fiepe, Cézar Andrade destaca que a queda na confiança é mais forte entre as grandes indústrias/Foto: Fiepe (Divulgação)

Em meio a um cenário econômico marcado por sinais ora positivos, ora preocupantes, o índice de confiança do empresariado fabril de Pernambuco (ICEI) recuou 5,6 pontos em março, caindo de 58,1 para 52,5. É o que aponta a pesquisa mais recente do indicador, calculado pela federação das indústrias do estado (Fiepe).

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“O levantamento aponta que os empresários do setor estão mais reticentes este mês”, afirma o economista Cézar Andrade, da área técnica da instituição. Ele ressalta que “a queda se deu ssobretudo pelo resultado das empresas de grande porte”. “Elas apresentaram um recuo de 10,2 pontos percentuais, atingindo 48,8 pontos. Isso se deve ao cenário econômico do país”, explica.

Confiança se mantém acima de 50 pontos

Mesmo com esse resultado, o ICEI Pernambuco – destaca o economista – permanece no patamar acima dos 50 pontos. “Isso mostra que os empresários seguem confiantes desde maio de 2023, quando o indicador chegou a 53,9 pontos”, detalha.

No entanto – frisa Cézar Andrade – o patamar se encontra 3,5 pontos abaixo dos 56 pontos registrados em seu pico do ano passado, em março de 2023.

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Confiança da indústria brasileira tem estabilidade

O ICEI do Brasil apontou uma elevação de 0,1 ponto percentual, atingindo 52,8 pontos, o que indica estabilidade em relação ao mês anterior. Com esse aumento discreto, o indicador nacional permanece acima da linha divisória de 50 pontos (limite entre desconfiança e confiança), da mesma forma que em Pernambuco.

“Esse quadro demonstra que, num recorte nacional, os empresários industriais, entre pequenos, médios e grandes, ainda têm expectativas positivas em relação ao cenário do país”, avalia Cézar Andrade.

Confiança na indústria de transformação cai 6,8 pontos

Na análise nacional por setores, o resultado é outro, mostrando que a percepção do empresariado fabril em relação à conjuntura econômica do país varia de acordo com o segmento, comportamento em linha com a forma como as diversas atividades do setor vêm sendo impactadas pelo panorama.

Na indústria de transformação, por exemplo, o ICEI Brasil apresentou queda de 6,8 pontos de fevereiro (59,9) para março e registrou 53,1 pontos. Em relação ao mesmo mês do ano anterior (54,9), o indicador recuou 1,8 ponto.

A retração reflete o momento difícil pelo qual a atividade vem passando no país, onde atravessa um ciclo de declínio, com perda continuada de participação no Produto Interno Bruto. Em 2023, a contribuição da indústria de transformação em toda a riqueza gerada no mercado nacional recuou pelo quinto ano seguido, ficando em 10,8%, de acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Já o Índice de Confiança do Empresário da Construção Civil nacional apresentou um avanço de 1,6 ponto de fevereiro (53,4) para março, chegando a 55 pontos. Apesar disso, no comparativo com março de 2023, o indicador apresenta uma queda expressiva: 15 pontos.

No caso da construção, vale ressaltar que, apesar de beneficiada pelas reduções na taxa de juros básicos da economia, há dúvidas sobre a continuidade da recuperação do segmento, com possibilidade de repercussão na próxima pesquisa de confiança setorial.

Isso porque o Conselho de Política Monetária – o Copom do Banco Central – após mais um corte de 0,5 ponto na Selic nesta quarta-feira (26), sinaliza, em sua ata, para a possibilidade de desaceleração no ritmo da retração dos juros.

“Alguns membros argumentaram ainda que, se a incerteza prospectiva permanecer elevada no futuro, um ritmo mais lento de distensão monetária pode revelar-se apropriado, para qualquer taxa terminal que se deseje atingir”, diz o Copom.

Uma distensão mais lenta tornaria mais difícil a situação da construção e bem mais crítico o quadro da indústria de transformação, sobretudo em áreas ligadas ao consumo, que dependem da capacidade de obtenção de crédito, do poder aquisitivo da população e da diminuição no nível de endividamento das famílias.

Houve um respiro, nos últimos meses, nesses ramos industriais, graças aos estímulos ao consumo gerados pela diminuição dos juros e pelos Desenrola Brasil, programa federal para a renegociação de dívidas de pessoas físicas. Caso o BC decida por cortes mais suaves no custo do dinheiro, retirando poder de compra dos consumidores, adeus, alívio.

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