Movimento de fertilizantes segue normal no Porto do Recife

No Porto do Recife, que movimentou 201.509 toneladas de fertilizantes em 2021, nada mudou ainda.

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Um dia após o ministro da Infraestrutura, Tarcísio de Freitas, ter anunciado que o governo federal havia montado um esquema especial nos portos do país para receber fertilizantes, no Porto do Recife, uma das principais portas de entrada do produto no Nordeste, a rotina segue normal.

No ancoradouro ainda não houve cancelamentos de atracação e as embarcações de fertilizantes previstas continuam confirmadas. No dia 6 de março, o navio Panda, descarregou mais de 5 mil toneladas de fertilizantes russos.

Porto do Recife/foto: Divulgação

A intenção do governo federal é dar velocidade à descarga de fertilizante e evitar fila de navios nos portos. O produto utilizado pelo setor do agronegócio no Brasil é, em sua maioria, importado da Rússia – país em guerra contra a Ucrânia.

Os fertilizantes, especialmente nitrogênio, fósforo e potássio, são largamente usados pelo setor do agronegócio brasileiro, considerados essenciais para fornecimento de um ou mais nutrientes para as plantações. Do total utilizado pelo Brasil, 85% são importados, principalmente da Rússia.

Fertilizantes entram pelo Recife

As operações de desembarque de fertilizantes em Pernambuco se concentram no Porto do Recife, que em 2021 movimentou 201.509 toneladas do produto, sendo 79.543 toneladas trazidas da Bélgica e outras 38.870 toneladas, da Rússia. Lá porém, não há alterações na rotina, assim como não há fila para desembarque.

Segundo a direção do porto recifense, nos dois primeiros meses de 2022, a movimentação de fertilizantes já superou o mesmo período do ano passado. Em janeiro foram 27.429 toneladas, representando um crescimento de 13,46% em relação ao ano anterior; em fevereiro foram 26.190 toneladas, com 79,80% de aumento.

Esse tipo de carga é tradicionalmente movimentada no ancoradouro devido, principalmente, à demanda da Fertine (grupo Fertipar), que possui unidade industrial na zona portuária e recebe toda a matéria-prima usada para a produção de adubos através do transporte marítimo.

Mesmo com os bons resultados, o Porto do Recife se prepara para um cenário desafiador e para possíveis impactos nas importações do produto. “Com o prolongamento desse conflito, já podemos considerar um dos principais impactos o aumento no valor dos fertilizantes. Sem Rússia e Ucrânia como fornecedores, a demanda será maior para outros países que não possuem uma produção tão alta de matérias-primas, encarecendo o produto. Como o Porto importa mais da Bélgica, é possível que não tenha um impacto tão grande nas movimentações. Mas tudo vai depender de como a empresa importadora, a Fertine, vai negociar com os outros fornecedores”, afirma José Divard de Oliveira, Diretor Comercial e de Operações do Porto do Recife.

Porto de Suape

Suape não movimenta fertilizantes, só alguns componentes, como o nitrato de amônia, para atender empresas como a Localfrio. Mas, a partir do novo arrendamento do Terminal de Granéis Sólidos de Suape (TGSS), localizado na retroárea do Cais 5, um espaço de 72 mil metros quadrados, esse tipo de carga poderá começar a se destacar nas operações portuárias, conforme explica diretor de Gestão Portuária de Suape, Paulo Coimbra.

O edital de licitação foi anunciado pela Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq) na última sexta-feira (4). O leilão acontecerá no dia 30 de março deste ano, na B3, em São Paulo (SP), e o valor mínimo de outorga será de R$ 1.

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