
O Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) aprovou, sem restrições, a aquisição de um projeto eólico da Brennand Energia Eólica S.A. pela Ventos de Santa Pilar Energias Renováveis S.A., empresa controlada pela Casa dos Ventos. O despacho, publicado no Boletim de Serviço Eletrônico do órgão no dia 28 de novembro, refere-se ao Ato de Concentração nº 08700.012163/2025-16.
O projeto adquirido está localizado nos municípios de Sento Sé e Campo Formoso, no norte da Bahia, e ainda não entrou em operação. A previsão é que a geração de energia seja iniciada por volta de 2029. A operação foi formalizada em contrato assinado entre as partes em 17 de outubro de 2025.
De acordo com o Cade, a transação não apresenta riscos à concorrência no mercado de geração de energia elétrica e, por isso, foi aprovada por rito sumário. O órgão considerou que, por se tratar de um ativo ainda em desenvolvimento, a aquisição não resulta em concentração de mercado que justifique restrições.
Expansão da Casa dos Ventos no Nordeste
A Casa dos Ventos é uma das principais desenvolvedoras de projetos eólicos do país e vem ampliando sua atuação no Nordeste, região estratégica para a geração de energia renovável no Brasil. Com ventos constantes e elevada disponibilidade de áreas, o semiárido nordestino concentra a maior parte dos investimentos em usinas eólicas.
A Bahia é o estado com maior capacidade instalada de energia eólica no país, segundo dados da Câmara de Comercialização de Energia Elétrica (CCEE). Em outubro de 2025, o estado respondia por cerca de 8,9 GW dos 30,5 GW instalados no Brasil, o equivalente a 29,2% da matriz eólica nacional. No Nordeste, a capacidade instalada supera 25,2 GW, o que representa mais de 82% da produção eólica do país.
Com a aquisição, a Casa dos Ventos reforça sua presença na Bahia e amplia seu portfólio de projetos em fase de implantação, em linha com sua estratégia de crescimento no segmento de energia limpa.
Próximas etapas regulatórias
Apesar da aprovação pelo Cade, o projeto ainda depende da emissão de outorga da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) e de licenças ambientais emitidas pelo Instituto do Meio Ambiente e Recursos Hídricos (Inema), autarquia ambiental do governo baiano.
O andamento dessas etapas será determinante para a viabilização do projeto dentro do cronograma estimado para entrada em operação.
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