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BNDES libera R$ 43 milhões para nova fábrica sustentável da Ferbasa na Bahia

​Financiamento com recursos do Fundo Clima viabiliza planta de carvão vegetal em Maracás para reduzir emissões de gases na siderurgia nacional
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  1. BNDES financia R$ 43,8 milhões para construção de nova fábrica de carvão vegetal em Maracás, Bahia
  2. Planta produzirá 20 mil toneladas anuais de carvão vegetal com tecnologia redutora de emissões de metano
  3. Fundo Clima fornece R$ 35 milhões do financiamento total para projetos de descarbonização na siderurgia brasileira
  4. Construção gera 92 empregos durante obra e criará 97 postos permanentes após operação da unidade
  5. Investimento integra estratégia nacional de transição energética substituindo insumos fósseis por carvão de florestas plantadas
Ferbasa
Durante essa fase inicial de edificação das estruturas, o empreendimento projeta a abertura de 80 empregos indiretos e 12 postos de trabalho diretos. Foto: divulgação

​O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) aprovou um financiamento de R$ 43,8 milhões para a Cia de Ferro Ligas da Bahia (Ferbasa). O investimento será integralmente destinado à instalação de uma nova planta de produção de carvão vegetal no município de Maracás, na Bahia. O projeto foca no uso de tecnologia voltada para a redução da emissão de gás metano.

​A futura unidade terá capacidade para produzir 20 mil toneladas de carvão vegetal por ano. Esse insumo funcionará como biorredutor e abastecerá diretamente a planta metalúrgica da própria empresa, que fica localizada em Pojuca, também no estado baiano. O suporte financeiro liberado pelo banco estatal representa 98% do investimento total da obra, orçado em R$ 44,4 milhões.

​Do montante total que o BNDES vai financiar, aproximadamente R$ 35 milhões são originários do Fundo Clima. A liberação dessa verba carimbada ocorreu porque o desenho técnico do projeto promove a redução de gases de efeito estufa.

A fábrica traz uma otimização tecnológica que diminui as emissões equivalentes de carbono se comparada a uma indústria tradicional do setor.

O plano de descarbonização da siderurgia

​O avanço desse projeto está inserido em um contexto mais amplo de transição energética dentro da cadeia de suprimentos industrial. Historicamente, o setor de ferroligas e a siderurgia dependem de insumos fósseis e minerais que geram uma pegada de carbono elevada.

A substituição por carvão vegetal extraído de florestas plantadas surge como alternativa para cumprir metas ambientais. ​O governo e entidades industriais vêm discutindo mecanismos para acelerar a troca de matrizes poluentes por renováveis na metalurgia pesada.

O uso do fundo público ambiental busca viabilizar economicamente essas novas tecnologias, que possuem custo de implantação elevado e demandam garantias financeiras estruturadas de longo prazo para as empresas nacionais.

​“Ao apoiar a produção de carvão vegetal com menor emissão de metano, o Banco contribui para a descarbonização de uma cadeia estratégica para a siderurgia nacional, incentivando inovação, sustentabilidade e geração de emprego e renda na Bahia”, explica o presidente do BNDES, Aloizio Mercadante.

​Geração de empregos e prazos das obras

As obras de construção da fábrica em Maracás já começaram e estão com o cronograma em andamento. A previsão oficial das empresas envolvidas é que os trabalhos sejam concluídos em dezembro deste ano.

Durante essa fase inicial de edificação das estruturas, o empreendimento projeta a abertura de 80 empregos indiretos e 12 postos de trabalho diretos.

​Assim que a planta iniciar a sua operação regular no mercado, a estimativa do projeto é abrir mais 97 postos de trabalho efetivos, divididos entre vagas diretas e indiretas. A contratação dessa mão de obra local deve absorver trabalhadores do próprio município e de regiões próximas no interior do estado.

Logística e o perfil de atuação da Ferbasa

A escolha da cidade de Maracás como sede da nova fábrica ocorreu por motivos estritamente logísticos. A Ferbasa gerencia uma área de 5.378 hectares de florestas plantadas exatamente nessa região baiana.

Esse maciço florestal próprio garante o fornecimento imediato da madeira, que serve como a matéria-prima essencial para fazer o carvão vegetal.

​Fundada no ano de 1961 na cidade de Campo Formoso, a Ferbasa começou operando apenas no ramo de mineração de cromo. Atualmente, a companhia atua de forma integrada nos mercados de mineração, metalurgia, energia renovável e recursos florestais.

A empresa ocupa a posição de maior produtora de ferroligas do país e aparece listada entre as dez maiores indústrias baianas.

Com informações da Agência BNDES.

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