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WEG escolhe PE como hub logístico para acelerar energia solar no Nordeste

​Com novo galpão e estoque local de 50 MW mensais, gigante catarinense foca em geração distribuída e sistemas de armazenamento para avançar sobre o mercado do Nordeste
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Galpão da WEG em Jaboatão
​O foco da operação pernambucana está voltado para a GD (geração distribuída), abrangendo desde o telhado residencial até as usinas de médio porte nos setores comercial e industrial. Foto: WEG/divulgação

A abertura de um novo galpão estratégico da companhia catarinense WEG, em Pernambuco, tenta romper a barreira logística de grandes fabricantes do Sul no mercado de energia solar do Nordeste. O centro logístico tem 10.962,87 m² e entrou em atividade com estoque local de 50 MW mensais. De acordo com a empresa, o espaço construído em Jaboatão dos Guararapes representa um movimento para reduzir drasticamente os prazos de entrega e os custos de frete para integradores da região.

A inauguração, destaca a companhia, é uma resposta direta à saturação dos modelos de distribuição centralizados, que muitas vezes tornam projetos de geração distribuída (GD) menos competitivos em solo nordestino devido à distância das fábricas.

​A movimentação ocorre em um momento no qual a agilidade na entrega e o pós-venda se tornaram diferenciais no setor fotovoltaico. De acordo com Harry Neto, diretor de Negócios Solar, BESS & Building da WEG, o objetivo é consolidar a marca por meio da presença física.

“O nosso principal objetivo é aumentar o posicionamento da WEG no Nordeste. Já temos uma presença consolidada no Sul, Sudeste e Centro-Oeste, e agora queremos fortalecer o nosso market share na região com estoque local, pós-venda e garantia próximos do cliente”, afirmou o executivo em entrevista ao Canal Solar.

Aposta na geração distribuída e baterias

O foco da operação pernambucana está voltado para a GD (geração distribuída), abrangendo desde o telhado residencial até as usinas de médio porte nos setores comercial e industrial.

A WEG entende que o amadurecimento do mercado brasileiro passa, necessariamente, pelo armazenamento de energia. Por isso, o portfólio disponível em Jaboatão inclui soluções de baterias que variam de 5 kWh a 215 kWh, preparando o terreno para uma demanda que ganha cada vez mais relevância no cenário nacional.

​Harry Neto ressalta que a proposta para o integrador nordestino não se limita à competitividade tarifária, mas ao suporte de ponta a ponta. “A ideia é estar próximo do integrador, pegar na mão e crescer junto. Não é apenas sobre preço ou estoque, mas sobre pertencimento, marca, qualidade e suporte local”, acrescentou o diretor.

Ao manter o estoque de inversores híbridos e sistemas de armazenamento em solo pernambucano, a empresa pretende reduzir o tempo de resposta e aumentar a confiabilidade dos projetos locais.

​Integração com a nova fábrica de BESS

O anúncio do galpão em Jaboatão dos Guararapes está conectado a um movimento industrial robusto da WEG em Itajaí (SC), onde uma nova fábrica de sistemas de armazenamento de energia em baterias recebe aporte de R$ 280 milhões.

Essa unidade terá capacidade de entregar 2 GWh por ano, operando com alto nível de automação e robótica. O fluxo de produção catarinense encontrará no galpão do Recife o ponto de escoamento estratégico para o Nordeste brasileiro.

​Essa planta em Santa Catarina contará com laboratórios de testes e uma subestação própria para simular operações reais, garantindo que os equipamentos que chegam ao estoque de Pernambuco já saiam de fábrica validados.

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