
Com autorização da Agência Nacional de Energia Elétrica (ANEEL), começaram os testes de operação das quatro usinas do Complexo Solar Arapuá, instalado em Jaguaruana (CE), no Vale do Jaguaribe. O projeto recebeu aporte de R$ 800 milhões e soma 248 MWp de potência instalada, marcando mais um avanço da pernambucana Kroma Energia, que alcança agora 500 MWp em ativos de geração centralizada.
A liberação da ANEEL, divulgada na terça-feira (20), sinaliza o fim das obras e o início da fase de energização e testes, antes da operação comercial definitiva. A construção foi executada pela WEG e concluída dentro do cronograma.
Segundo Rodrigo Mello, CEO do Grupo Kroma, o momento é de consolidação no setor de energia renovável, exigindo disciplina e ativos bem estruturados. “O avanço do Complexo Arapuá confirma nossa capacidade de executar projetos de grande porte, mesmo em um cenário mais seletivo”, afirma o executivo. O projeto envolveu de forma integrada as áreas de Desenvolvimento, Engenharia, Obras e a Diretoria da empresa.
Kroma foca em expansão centralizada
A Kroma vem adotando uma estratégia focada na expansão da geração centralizada. Em operação, a companhia já conta com o Complexo Solar São Pedro e Paulo, localizado em Flores (PE), com 101 MWp e investimento de R$ 355 milhões — parte financiado pelo BNB. A planta abastece unidades da Compesa, via Parceria Público-Privada (PPP) de Energia. Em 2025, a Kroma adquiriu integralmente o ativo.
Outro projeto em curso é o Complexo Solar Colinas, em Garanhuns (PE), com 130 MWp de potência e R$ 420 milhões em investimentos, dentro do programa Garanhuns Solar — que visa viabilizar a segunda etapa da PPP com a Compesa.
A entrada do Complexo Arapuá no sistema reforça a participação da empresa no mercado de geração solar em larga escala, contribuindo para a diversificação da matriz elétrica e o fortalecimento da segurança energética nacional.
Com previsão de geração anual de 537 GWh, o Complexo Arapuá tem capacidade para abastecer cerca de 290 mil residências. São 388.800 módulos fotovoltaicos distribuídos em uma área de 1.094 hectares. Durante a construção, mais de mil empregos foram gerados, impulsionando a economia local no município cearense de Jaguaruana.
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