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Caatinga e energias renováveis no centro da agenda da COP Nordeste

COP Nordeste será realizada em setembro, em Fortaleza, reunindo governadores, especialistas e sociedade civil como preparação para a COP30
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A Caatinga representa um potencial imenso para a transição ecológica e será um dos focos da conferência Foto: Agência Senado
A Caatinga representa um potencial imenso para a transição ecológica e será um dos focos da COP Nordeste Foto: Agência Senado

O Consórcio Nordeste anunciou para os dias 15 a 19 de setembro, em Fortaleza, a realização da COP Nordeste, encontro que reunirá os governadores dos nove estados da região, além de representantes da sociedade civil, setor produtivo, povos e comunidades tradicionais. O evento acontecerá durante a 3ª Conferência Internacional sobre Clima e Desenvolvimento em Regiões Semiáridas (ICID-2025) e será um momento de articulação para consolidar uma proposta unificada da região que será apresentada na COP30, que será entre os dias 10 e 21 de novembro, em Belém (PA).

De acordo com o presidente do Consórcio Nordeste e governador do Piauí, Rafael Fonteles, a região reúne as condições necessárias para se tornar referência global em transição ecológica.

“O Nordeste reúne condições únicas para liderar a construção de um novo modelo de desenvolvimento sustentável, justo e inclusivo. Temos ampla disponibilidade de recursos naturais renováveis, diversidade socioambiental, tecnologias sociais e capital humano qualificado. A região está preparada para atuar como referência na transição ecológica e na transformação industrial verde”, afirmou.

Potencial energético

O Nordeste é hoje a região com maior capacidade instalada de energia eólica no Brasil, além de ter alto potencial para energia solar e produção de hidrogênio verde. Também abriga a Caatinga, único bioma exclusivamente brasileiro, que concentra biodiversidade e resiliência importantes para a bioeconomia.

Pesquisas realizadas pela Embrapa e por universidades federais apontam que a Caatinga absorve grande quantidade de dióxido de carbono (CO₂), funcionando como depósito natural que ajuda a regular o clima. Estudos também destacam a utilização de seus recursos para pesquisa em segurança alimentar, desenvolvimento de fármacos e produtos de base natural, áreas estratégicas para o desenvolvimento sustentável.

Além do foco em energias renováveis e bioeconomia, a conferência debaterá mecanismos de financiamento climático e estratégias de adaptação em territórios vulneráveis. O encontro terá a presença do presidente da COP30, embaixador André Corrêa do Lago, além dos governadores nordestinos.

Ponte para a COP30

A expectativa é que a COP Nordeste produza um documento conjunto para ser apresentado em Belém. A estratégia é garantir maior visibilidade internacional para a região no processo de negociação climática.

“Estamos construindo uma agenda integrada para posicionar o Nordeste como um ator único, reconhecendo nossa diversidade de vocações territoriais e os desafios da nossa região. Levaremos para a COP30 soluções práticas, mostrando que a justiça climática e o desenvolvimento sustentável, com geração de empregos qualificados, valorização da cultura e saberes tradicionais e combate às desigualdades sociais, são inseparáveis”, disse Fonteles.

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