terça-feira, 16/04/2024

Gargalos na transmissão de energia aguardam aportes

As linhas de transmissão são muito importante para o Nordeste, que hoje exporta energia.
energia -linhas de transmissão
Mercado regional de energia precisa de mais linhas de distribuição/Foto: Fábio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil

O Brasil se prepara para um novo ciclo de investimentos em energia e o Nordeste deve receber quase metade dos aportes previstos até 2026, algo em torno de R$ 255 bilhões. Há vários leilões previstos, dois deles para este ano.

Além de novos parques de geração, haverá investimentos em linhas de transmissão, algo de extrema importância para um setor que está em franca expansão e que em 2023 recebeu R$ 175 bilhões em investimentos, conforme levantamento da Empresa de Pesquisa Energética (EPE), encomendado pelo Valor Econômico. A EPE é vinculada ao Ministério de Minas e Energia (MME).

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As linhas de transmissão são muito aguardadas pelo setor no Nordeste, região que até pouco tempo atrás era dependente da importação de energia. Isso ocorria porque a geração hídrica que predominava por aqui não dava conta de atender o consumo.

O cenário de escassez começou a mudar com o boom da energia renovável. Hoje a maior parte da capacidade instalada na região vem das fontes eólicas e solar. Agora, a geração é maior que o consumo e o Nordeste tem que exportar a energia que gera. O problema é faltam justamente linhas de transmissão.

Percebendo que esse problema poderia ser uma limitação relevante para novos investimentos em geração, o governo reagiu organizando grandes leilões de linhas de transmissão. Mas elas levam tempo para serem construídas. E não foram suficientes. É importante que os investimentos nessas linhas andem na mesma velocidade que os voltados à geração porque ainda há locais na região onde projetos não podem sair do papel por falta de estrutura.

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Geração de energia travada

No apagão de agosto do ano passado, o Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS) limitou a exportação de energia após a falha na linha de transmissão do Ceará. Fez isso porque entendeu que o sistema não suportaria a carga e corria o risco de novos apagões.

Naquela ocasião, vários parques geradores tiveram que interromper sua geração, com perdas significativas de receita, em alguns casos chegando a 20%. Com o passar o tempo, a situação foi se aproximando da normalidade, mas o fantasma do apagão não desapareceu. Não é à toa que virou quase obrigatório para diversas várias empresas consideram em seus planos de negócios o fator curtailment – redução na produção de forma involuntária. 

Os novos investimentos em linhas de transmissão são muito bem-vindos não só porque trazem mais tranquilidade a quem gera energia, mas, sobretudo, a todos que dependem de um sistema estável.

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