A Eletrobras deseja desligar 1574 funcionários no PDV que começa nesta terça-feira (20)

A Eletrobras deve gastar entre R$ 450 milhões e R$ 750 milhões pra bancar o PDV que pode desligar 1574 funcionários

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Eletrobras
A Eletrobras lança um novo PDV nesta terça-feira (20).

A Eletrobras informou (na segunda-feira, 19) que vai lançar um novo Plano de Demissão Voluntária (PDV 2023) nesta terça-feira (20). A empresa é dona de grandes estatais do setor elétrico, como a Companhia Hidro Elétrica do São Francisco (Chesf) que tem sede no Recife. A intenção da holding é desligar 1574 funcionários e a iniciativa faz parte de um Acordo Coletivo de Trabalho, segundo um comunicado que a empresa fez ontem aos seus acionistas. É o segundo PDV desde a capitalização da Companhia que ocorreu em junho de 2022, quando foram vendida as ações da empresa com a finalidade de o governo federal deixar de ser o seu acionista majoritário.

No comunicado, a holding diz que o PDV 2023 será implantado nas empresas Eletrobras, o que em tese, incluiria a Chesf. O custo do PDV vai variar entre R$ 450 milhões e R$ 750 milhões, dependendo da quantidade de funcionários que aderirem à iniciativa. Depois do fechamento das inscrições, a empresa vai comunicar ao mercado o custo total deste plano.

O período de inscrição será de 20 de junho a 21 de julho de 2023 e os desligamentos acontecerão de acordo com a conveniência da companhia que produz e transporta energia. Em tese, se vários funcionários de uma mesma área operacional aderirem, não poderão ser desligados todos ao mesmo tempo, porque isso pode ser prejudicial à qualidade deste serviço.

Ainda de acordo com o comunicado da empresa, “o lançamento do PDV está associado a medidas de otimização de custos e despesas operacionais, ao Plano Estratégico 2023-27, além de viabilizar maior aderência a nova estrutura organizacional da companhia que está em fase final de modelagem e implantação”.

Contratação de funcionários

No dia 26 de maio último, a Eletrobras anunciou uma seleção com 351 vagas para contratação de profissionais pelas suas subsidiárias Eletrobras CGT Eletrosul, Chesf, Eletronorte e Furnas. As contratações seriam para posições efetivas e via regime CLT para áreas operacionais, de manutenção e operação, com oportunidades para nível superior e técnico. Os salários via CLT das novas contratações devem ser mais baixos do que os salários do pessoal experiente da estatal, que passou décadas se formando na Eletrobras, que foi e é referência no setor elétrico.

Inicialmente, este processo de contratação foi lançado em abril, mas foi cancelado porque ocorreu a rescisão de contrato com a empresa responsável pelo recrutamento e seleção. Foi o primeiro processo seletivo realizado depois da privatização que ocorreu com a venda das ações da companhia em 2022.
A intenção da empresa é contratar um total de mais de 800 profissionais, de forma escalonada, o que deve ser feito nos próximos meses.

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